quarta-feira, 9 de junho de 2010

E TUDO POR CAUSA DE UM CRAVO!

Brasil com crescimento econômico da China!

Parece mentira para aqueles que, como eu, são filhos do FMI. E uma grande frase de efeito, (papo do Lula) para os jovens de hoje. Mas, ela não indica que os problemas sociais estejam resolvidos. Muito menos, os problemas na política brasileira.

Muitos propoe uma solução para o Brasil: “uma mudança PSICOSSOCIAL profunda na estrutura política do país.” Quantos são marginalizados, pela desestrutura social em que vive afundado o nosso país, - a exemplo de milhares de crianças brasileiras – que ainda muito cedo agem como trombadinhas nas grandes cidades. Vejam que a teoria do desenvolvimento psicossocial, do psiquiatra alemão Erik Erikson (1902-1994), prediz que o crescimento psicológico ocorre através de estádios e fases, não ocorre ao acaso e depende da interacção da pessoa com o meio que a rodeia. Resumidamente:

Primeiro estágio:confiança/desconfiança– ocorre aproximadamente durante o primeiro ano de vida..

Segundo estágio:autonomia/dúvida e vergonha – é caracterizado por uma contradição entre a vontade própria e as regras sociais.

Terceiro estágio:iniciativa/culpa – é o prolongamento da fase anterior mas de forma mais amadurecida.

Quarto estágio:indústria/inferioridade – decorre na idade escolar antes da adolescência. A criança percebe-se como pessoa trabalhadora, capaz de produzir.

Quinto estágio:identidade/confusão de identidade – marca o período da adolescência. Adquire uma identidade psicossocial, precisa entender o seu papel no mundo.

Sexto estágio:intimidade/isolamento – ocorre entre os 20 e os 40 anos. é o estabelecimento de relações íntimas com outras pessoas.

Sétimo estágio:generatividade/estagnação – necessidade em orientar a geração seguinte, em investir na sociedade em que se está inserido.

Oitavo estágio:integridade/desespero – ocorre a partir dos 65 anos e é favorável uma integração e compreensão do passado vivido.

Isso significa, após uma leitura atenta da teoria acima, que o estado deve proporcionar ao cidadão desde seu nascimento até a sua morte, um meio, um habitate, que lhe proporcione bem estar: social, educacional e de saúde, para que vá evoluindo, nos oito estágios de desenvolvimento. E que, cada fase é responsável por um "conflito sócio-emocional" do indivíduo, exigindo uma superação dessa crise, para que chegue ao estágio seguinte.

Pode-se comparar o desenvolvimento emocional e social da criança, à construção de um prédio: a fundação precisa ser firme para que o primeiro andar se sustente, e assim por diante, até o último andar. Uma grande solução para o Brasil. Começando pelo emprego.

E aí reside uma grande questão: a mudança tem que ser PSICOSSOCIAL ou o estado brasileiro deve, prosseguindo com a política de combate ao tráfico e violência , declarar guerra e colocar nas ruas, avenidas e morros, as forças armadas brasileiras? E, cercar as favelas (comunidades) por muros de três metros de altura? Como anda a fazer o prefeito do Rio de Janeiro?

Portanto, cá entre nós, no campo da especulação teórica: Qual será o melhor caminho a ser tomado?

1. Guerra? Como quer Klausewitz.

2. Persuasão? Como indicava Maquiavel.

3. Paz? Como aprendemos com Sun Tzu, ou com os vários autores que se esconderam sob esse pseudônimo na antiga China ao longo de vários séculos, que a suprema arte da guerra era não lutar. Portanto, fazer política?

E fazê-la, significa agir com Ética, Moral e justiça, em todas as áreas que envolvem o homem em sociedade.

Relembrar Shakespeare, em um de seus clássicos, poderá nos ajudar a encontrar o começo de um caminho prático:

“Por causa do cravo perdi a ferradura

Por causa da ferradura perdi o cavalo

Por causa do cavalo perdi a batalha

Por causa da batalha perdi o reino.

E tudo por causa de um cravo.”

O CRAVO, além de prego, no Brasil tem outro nome, chama-se: V O T O.

Para saber mais sobre a teoria do desenvolvimento psicossocial acesse:

http://www.melhordawiki.com.br/wiki/Teoria_do_desenvolvimento_psicossocial

quarta-feira, 26 de maio de 2010

A DOUTRINA DO INTERESSE.

Nas notas de rascunho à “Democracia”, vê-se Tocqueville elaborar uma distinção entre três doutrinas que contemplam o interesse.

Cita, pois Tocqueville:

“Há uma doutrina do interesse que consiste em crer que se deve dobrar o interesse dos outros homens frente ao seu e que é natural e razoável não ocupar-se senão com este. É um egoísmo instintivo, grosseiro, que mal merece o nome de doutrina [...]


Há uma outra doutrina do interesse que consiste em crer que o melhor meio de ser feliz é pôr a serviço seu interesse e ser bom, honesto, [ ...] em uma palavra, que o interesse bem compreendido exige que se sacrifique com freqüência o interesse próprio ou ainda que, para alcançar o seu interesse no geral deve-se com freqüência negligenciá-lo no detalhe. Eis uma doutrina filosófica que tem seu valor [...].

Há enfim, uma doutrina infinitamente mais elevada, mais imaterial, segundo a qual a base das ações é o dever. O homem penetra por sua inteligência no pensamento divino. Ele vê que o objetivo de Deus é a ordem e se associa livremente, na medida em que está nele este grande desígnio.

Ele coopera em sua humilde esfera segundo suas forças a fim de cumprir sua missão e obedecer seu mandamento. Ainda há aí interesse pessoal, pois há um prazer orgulhoso e íntimo em seu semelhantes pontos de vista e a esperança de uma remuneração num mundo melhor, mas o interesse é aí tão pequeno, tão dissimulado e tão legítimo quanto possível [...]

A doutrina do interesse bem compreendido pode fazer os homens honestos. Mas só aquela do amor de Deus os faz virtuosos. Uma ensina a viver, a outra a morrer, e como se poder fazer viver bem por muito tempo homens que não querem morrer?” (Bignoto , 2000, p. 80-81).

Também por isso nós Maçons, somos conscientes de que existe entre nós uma Verdade, que essa Verdade é a existência de Deus e que sabemos disto, porque Ele nos dotou de inteligência(2a.IInstr.´.Class.´.AP.´.M.´.). E é por meio dela que adentramos no pensamento divino, (como menciona Tocqueville) e praticamos nossas obrigações com base no dever e no trabalho (símbolo de nossos AAvent.´.) e na confiança da imortalidade da nossa alma (Mit.´.Hir.´.). Por esta razão, freqüentamos nossos Templos e seguimos trabalhando, não sem problemas, mas com dificuldade vamos aos poucos nos transformando em homens melhores, vencendo nossas paixões e submetendo nossa vontade, nesta busca milenar da humanidade pela Honestidade e pela Virtude.

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Da democracia na América (1835) é um texto clássico de autoria de Alexis de Tocqueville sobre os Estados Unidos da América dos anos 30 do século XIX, as suas virtudes e defeitos. (29 de Julho de 1805 - 16 de Abril de 1859) foi um pensador político, historiador e escritor francês.

FONTES CONSULTADAS:

MARQUES, Carlos Euclides. Filosofia Política II.Florianópolis, 2010. Livro Didático da disciplina do curso de graduação de Filosofia da UNISUL.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

PODER POLÍTICO E A LIBERDADE. MUROS NO RJ ?


No Brasil, o recurso de construção de muros visando a separação também está sendo utilizado no Rio de Janeiro. Segundo o prefeito Eduardo Paes, placas diminuem riscos de atropelamentos e isolam as comunidades do barulho dos carros. Mas, para a população das favelas, é mais uma forma de discriminação.

Os muros devem isolar treze favelas na zona sul da cidade do Rio de Janeiro (RJ) das linhas Vermelhas e Amarela, as principais vias expressas do estado.

Mas, para os moradores é mais uma medida de discriminação. A obra atende aos interesses dos organizadores das Olimpíadas previstas a acontecer no ano de 2010. Internacionalmente, os muros já foram comparados ao antigo muro de Berlim e às barreiras que separam Palestina e Israel.

O Estado Moderno caracteriza-se como:

“um poder político que se exerce sobre um território e um conjunto demográfico (isto é, uma população, ou um povo).”

Entretanto, como mencionado na reportagem sobre as placas do Rio de Janeiro (RJ), o que se conclui é que há uma ação discriminatória dentro do mesmo território e envolvendo a mesma população. Pois, conforme definição de POVO, no livro didático (2010, p. 20):

“se preponderam apreciações sobre a estratificação social e a valorização de uma classe em detrimento de outra, confunde-se povo com plebe.”

E é o que está sendo praticado pelo Estado Carioca, isolando as classes mais pobres das favelas, impedindo-as de transitar pelas principais vias expressas, como medida (paliativa) de segurança a ser apresentada aos turistas durante as Olimpíadas de 2010.

Segundo a politóloga contemporânea russa, Hannah Arendt, este tipo de política que ela chama de “inação”, presente no regime totalitário, retira do ser humano sua liberdade, separando-o de seus direitos e da ação de poder exercê-los dentro da coletividade.

Como escreve e canta Milton Nascimento em sua composição intitulada "Olha": “Tu clamas por liberdade, Mas só aquela que te convém.” É o que se nota na atitude capitaneada pelo Prefeito da cidade do Rio de Janeiro, objetivando a sua liberdade e de todos os turistas cariocas, ele talha a liberdade da população residente nas favelas, limitando seu direito de transitar livremente pela cidade.

A este propósito, diz GRUPPI citado no Livro Didático (2010, p. 26): “Os homens, por sua natureza, não seriam propensos a criar um Estado que limitasse sua liberdade.” Em outras palavras, entenda-se como liberdade política, àquela em que há participação dos cidadãos na vida política, como por exemplo, nas audiências públicas, exercendo assim uma das formas de controle popular da administração Pública. Já que no estado moderno: ”Tal noção é geradora de um debate sobre a relação entre a sociedade civil e as instituições ou estruturas do Estado.”

Leia as críticas do escritor português José Saramago, publicado em seu blog:
"Cá para baixo, na Cidade Maravilhosa, a do samba e do Carnaval, a situação não está melhor. A ideia, agora, é rodear as favelas com um muro de cimento armado de três metros de altura. Tivemos o muro de Berlim, temos os muros da Palestina, agora os do Rio. Entretanto, o crime organizado campeia por toda parte, as cumplicidades verticais e horizontais penetram nos aparelhos de Estado e na sociedade em geral. A corrupção parece imbatível. Que fazer?"

FONTES CONSULTADAS:

Blog do escritor José Samarago: http://caderno.josesaramago.org/

Composição de Milton Nascimento: http://letras.terra.com.br/milton-nascimento/852166/

MARQUES, Carlos Euclides. Filosofia Política II. Florianópolis, 2010. Livro Didático da disciplina do curso de graduação de Filosofia da UNISUL.

Matéria do Rio de Janeiro RJ:http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/nacional/muros-que-separam-favelas-e-vias-sao-realidade-na-cidade-do-rio-de-janeiro


quarta-feira, 12 de maio de 2010

AVANÇO CIENTÍFICO ? Uma questão da pós-modernidade.

Uma semelhança e característica importante na pós-modernidade e marcante na Realidade Brasileira é a contradição entre uma crescente modernidade tecnológica e a falta de concretização das mudanças sociais. Isto faz com que a maioria da população não consiga fazer uso dos benefícios desse progresso.

Isto leva a outra semelhança com o mundo pós-moderno que, são as diferenças regionais, que impossibilitam à maioria da população brasileira, de conseguir viver igualmente em meio da unidade nacional. Em outras palavras, a não consideração da diversidade cultural brasileira, antes enfatizada pelo modernismo. Cenário parecido se percebe também ao comparar alguns países do terceiro mundo aos paises mais desenvolvidos.

Como semelhança da pós-modernidade, também aflora na opinião do povo brasileiro, o questionamento sobre os ideais da Modernidade como a valorização de noções da verdade, a razão, o progresso científico e a emancipação universal. Pois, ao contrário de serem alcançados, o que vemos hoje - só para mencionar o avanço da ciência - é um cenário de destruição do meio ambiente, levando o Brasil a alarmantes índices de contaminação do ar, água e da terra.

Uma diferença marcante da modernidade acontecida na Realidade Brasileira se dá em primeiro lugar, pelo fato do Brasil e toda a América Latina terem sido excluídos dela. A exclusão seletiva foi agravada pelo próprio povo brasileiro, que buscou nos países europeus e mais recentemente na América do Norte, a cultura a ser copiada e adotada.

No Brasil, se apresenta um mal pior, que é o modernismo contraditório e imprudente; pois, se entre os ideais encontra-se a emancipação universal, o que se vê na prática, é a não integração regional e suas expressões na identidade nacional.

Esta situação nos traz um grave problema no período tido como pós-modernidade, porque apesar do progresso aparente o que se vê é que a exclusão ainda persiste.

QUE INVEJA DE QUEM VAI À AFRICA DO SUL !


Está Decepcionado com o Dunga ?
Não se incomode. O Melhor do Mundo já estava convocado. O maior centro avante da liberdade. Um dos maiores representantes da humanidade estará lá: O NÉLSON MANDELA. Por isto a inveja! A vontade de estar lá na festa de abertura olhando para ele, vivendo no mesmo momento e espaço que ele, admirando-o pelo que fez em prol da felicidade humana. Será o ápice da humanidade. Estar frente à frente com um de seus maiores representantes. Seria uma beleza poder contar para os netos!!! Como diz a letra da Copa abaixo:

(...) A celebração está em torno de nós, todas as nações, em torno de nós.
Quando eu ficar mais velho, ficarei mais forte.Eles me chamam de liberdade...

É você Mandela! És o maior símbolo dessa liberdade! E nos deixa a todos mais fortes e certos, de que Deus age por meio de homens como você!

Eis a tradução da música com o título: WAVING FLAG - WORLD CUP 2010

K`nann*

Ooooooh Wooooooh

Me dê liberdade, me dê fogo, me dê razão, me leve mais alto
Olhe os campeões, conquistar o campo agora, você nos define, nos faz sentir orgulhosos
Nas ruas estão, exaltados, enquanto nós perdemos nossa inibição
A celebração está em torno de nós, todas as nações, em torno de nós
Cantando sempre jovem, cantando músicas embaixo desse sol
Vamos realegrar no lindo jogo
E juntos no fim do dia
Nós todos dizemos
Quando eu ficar mais velho, ficarei mais forte
Eles me chamam de liberdade Como uma bandeira que se agita
E então isso voltará
E então isso voltará
E então isso voltará (x2)
Oooooooooooooh woooooooooohh hohoho
Te dê liberdade, te dê fogo, te dê razão, te leve mais alto
Olhe os campeões, conquistar o campo agora, você nos define, nos faz sentir orgulhosos
Nas ruas estão, exaltados, todos os perdedores com abição
Celebração, está em torno de nós, todas as nações, em torno de nós
Cantando sempre jovem, cantando músicas embaixo deste sol
Vamos realegrar no lindo jogo
E juntos no fim do dia
Nós todos dizemos
Quando eu ficar mais velho, ficarei mais forte
Eles me chamam de liberdade
Como uma bandeira que se agita
E então isso voltará
E então isso voltará
E então isso voltará (x4)
Wooooooooo Ohohohoooooooo ! OOOoooooh Wooooooooo
E nós todos cantamos isso

O resto é o Sargento Dunga, seus soldados e o Brasil parado. Afinal é o futebol. Paixão também do Mandela.
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*Keinan Abdi Warsame ou K'naan é um cantor somali-canadense. [1] Sua canção Wavin'Flag é o hino da Copa do Mundo de 2010
Ouça a bela música no site:
Fonte da tradução:

quarta-feira, 28 de abril de 2010

O OUTRO !

Para poder entender o que é "o outro", devemos em primeiro lugar assumir que o que vejo no mundo também é visto pelo outro. Logo, o ponto de vista da empatia mostra que o mundo não pertence nem a mim e nem ao outro e sim ao ato de “pensar o outro”.

Eu somente posso compreender o outro a partir de mim. Ao me colocar no lugar do outro, adoto também a sua maneira de ver as coisas, os seus valores, as suas idéias, enfim, o seu ponto de vista. Isto se chama “empatia”.

Ao agir desta forma, reconhecendo o outro e vendo as coisas pelo ponto de vista dele, eu acabo por reconhecer também o meu ponto de vista e agora pela perspectiva dele. Isto faz com que haja um reconhecimento mútuo e, portanto que eu me descubra.

Assim, ao encontrar o outro, me coloco na posição dele que convive comigo. Ou seja, quando me situo “no outro”, encontro o ser que sou. Pois, descobrir o outro significa descobrir a mim mesmo.

Veja que interessante, o ponto de vista de Sartre*: “segundo ele a situação em que descubro o outro é a mesma na qual sou “descoberto”, tal situação é a da vergonha ou do embaraço”.(História da Filosofia V, Unisul, pg. 40 2010)

Em outras palavras, quando passo a entender o próximo, e ver o mundo pelo seu ponto de vista, acabo vendo a mim mesmo, já que me encontro no mundo visto por ele.

E isto, claro, me envergonha, pois me descubro nos olhos dele, sem as minhas impressões, como a auto-estima e a vaidade.

Vejo-me nitidamente como sou percebido por aquele que muitas vezes faz parte de minhas avaliações e criticas. Por isto o embaraço e, bota embaraço nisto!!
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*Jean-Paul Charles Aymard Sartre (Paris, 21 de Junho de 1905 — Paris, 15 de Abril de1980) foi um filósofo francês, escritor e crítico, conhecido representante doexistencialismo. Acreditava que os intelectuais têm de desempenhar um papel ativo na sociedade.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

UMA PEQUENA REFLEXÃO SOBRE A ANGÚSTIA.

A angústia leva o homem ao absurdo, a alienação, a tornar-se um estranho em seu próprio mundo. Em outras palavras, retira-o do mundo da praticidade.

Vejamos por exemplo, a utilidade do Malho e do Cinzel: eles têm seu valor enquanto instrumentos de trabalho no corte da pedra e enquanto isto pertencer a eles; O mesmo acontece com o homem que exerce seu trabalho, concentrado em sua vida prática, no seu dia-a-dia. O mundo cobra isto dele e, o faz, porque impõem exigências para permitir que sobreviva.

No entanto, quando a angústia, toma conta da sua mente, ele torna-se um estranho no seu mundo, pois passa a não ter mais préstimo e a viver sem qualquer utilidade. Ele não se esquece do valor que possuía, daquilo que “era”, do que representava para sua família e a sociedade, mas, não pode mais alcançar a praticidade de simplesmente “ser” e “agir”.

Na angústia, como no exemplo acima, o Malho e o Cinzel, perdem o sentido e a praticidade, é como se os seus valores como instrumentos de trabalho no corte da pedra, fossem afastados deles, fossem duas coisas separadas, e não se soubesse mais encaixar a “utilidade” aos instrumentos. Eles se tornam apenas símbolos, e não se sabe mais o que fazer com eles. E assim, se torna a sua vida, ele a reconhece, mas, ele não sabe o que fazer com ela.

Ao absorver a angústia, e perder-se da praticidade, o homem passa a não compreender a sua existência e, fatalmente, a angústia o levará à morte, pois ela é a morte da existência.

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Se achou interessante esta pequena reflexão sobre a Angústia, saiba mais pesquisando:

Dasein (o ser-aí ou o ser-no-mundo), morte, angústia ou decisão, do filósofo contemporâneo alemão Martin Heidegger (Meßkirch, 26 de Setembro de 1889Friburgo, 26 de Maio de 1976).

A pintura acima: A Angústia de Jacó foi obtida no site:

http://acaoja.files.wordpress.com/2007/12/angustia.jpg


quinta-feira, 25 de março de 2010

VOCÊ É EXISTENCIALISTA ?

(clique para ler) Cinco Temas Básicos do Existencionalismo

1. Existência precede a essência – O que você é (sua essência) é o resultado de suas escolhas (sua existência, e não o contrário. A essência não é destino, você é o que você é como você se constrói;

2. A essência possui tempo – somos seres com limite de tempo. Distintamente do tempo mensurável do relógio, o tempo vivido é qualitativo: o “não ainda”, o “agora” e o “presente” diferem em si mesmos tanto em significado quanto em valor;

3. Humanismo – o existencialismo é uma filosofia centrada na pessoa; ainda que não se oponha totalmente à ciência, o existencialismo enfatiza a busca humana por identidade e sentido em meio a uma sociedade de massa e de padronização econômica que oferece o conforto da alienação e do superficialismo conformista;

4. Liberdade e Responsabilidade – o existencialismo é uma filosofia da liberdade. O ponto central é o de podermos “parar” nossas vidas e refletir sobre o que estamos fazendo. Neste sentido, somos sempre “mais do que nós mesmos”. Mas, enquanto seres para a liberdade, somos sempre responsáveis por nossas escolhas;

5. Considerações éticas – ainda que cada existencialista compreenda a ética juntamente com liberdade, o ponto básico de todos é o de que devemos analisar a autenticidade de nosso viver, de nossa existência. O imoral é a vida inautêntica.

Texto Fonte: FLYN,Thomas R. Existentialism. Oxford:Oxford University Press, 2006.
Quadrinhos do Garfield disponivel na internet imagens sobre o tema.
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O existencialismo é uma corrente filosófica e literária que destaca a liberdade individual, a responsabilidade e a subjetividade do ser humano. O existencialismo considera cada homem como um ser único que é mestre dos seus atos e do seu destino.

quarta-feira, 17 de março de 2010

O QUE VAMOS FAZER LÁ ?

Importa então ressaltar que o valor de nossas pesquisas depende do valor de nossas leituras. Não só das dos livros, também das do mundo, das da vida, de nossas conversas de uns com outros, de nossas prévias experiências, isto é, de nossa capacidade de dizer a outrem o que aprendemos. Sempre, pois, uma parceria que se exerce não em uma negociação de sentidos já estabelecidos, mas na vastidão do campo simbólico onde há lugar para todos (UNISUL Metadologia da Pesquisa. PG 66, 2010).

Que mais fazemos em nossos Templos, senão o que está descrito acima? Albert Camus*, Já disse que as grandes idéias vem ao mundo mansamente, como pombas.

Talvez, então, seja por isto que nós homens-maçons paramos por algumas horas em sessões semanais nos nossos Templos, e ouçamos com atenção, em meio às atribulações do cotidiano, uma silenciosa mensagem, nos transmitida por nossos símbolos e alegorias.

Suavemente ela nos faz acordar para a vida, refletida na esperança da igualdade e da fraternidade.

Nossa organização constituída oficialmente há 300 anos, assume uma identidade própria, que a torna destacada das pessoas que a fundaram e mesma daquelas que são seus componentes.

Contudo, ela é revivificada por milhões de Maçons, cujos atos e trabalhos, diariamente, vivenciam a busca pela verdade, sempre ameaçada, ao longo da história da humanidade.

Nós cremos, que individualmente, a partir da vitória sobre nossas paixões e do controle de nossa vontade, possamos auxiliar na árdua construção social do mundo onde vivemos.

Assim sendo, que a nossa busca interior (nosce te ipsum) possa continuar alimentando o esforço de cada um de nós. Para que numa força conjunta na tarefa de conhecer nossa teoria social - coletivamente muito importante - e independente das diferenças religiosas, políticas e de etnia, possamos contribuir para um mundo melhor e mais fraterno. Que assim seja!

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*Albert Camus (Mondovi, 7 de novembro de 1913Villeblevin, 4 de janeiro de 1960) foi um escritor e filósofo francês nascido na Argélia. Na sua terra natal viveu sob o signo da guerra, fome e miséria, elementos que, aliados ao sol, formam alguns dos pilares que orientaram o desenvolvimento do pensamento do escritor. http://pt.wikipedia.org/wiki/Albert_Camus