quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

É O CONHECIMENTO UMA UTOPIA ?

"A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar".Eduardo Galeano[1]

Ninguém gosta de ler ou fazer aquilo que é difícil demais. Essa é uma boa caracterização das instruções para serem lidas em loja composta: para a grande maioria de nós, inicialmente, elas são difíceis demais, justamente por que englobam, sintetizam muitas informações e conhecimentos adquiridos ao longo da história da civilização. E por fim, elas são ilustradas por símbolos e veladas em alegorias.

Nitz[2] escreveu em um de seus aforismos, que ninguém consegue extrair de um texto, ou de um livro, mais conhecimento do que ele já tem.

Em outras palavras, imaginem passar uma tarde lendo um livro sobre Física Quântica e a teoria das cordas? Em meu caso específico, certamente não conseguirei obter muito conhecimento. Por que ? Porque não sei nada de física quântica!

Se quiser obter sucesso, terei que iniciar-me na física. Perguntar-me o que é Física ? Do Grego physis... que significa natureza... que é a ciência que estuda os fenômenos naturais... E isso significa retornar à ágora grega, e estudar, a partir das primeiras observações realizadas pelos filósofos gregos e percorrer o tempo até os físicos contemporâneos.

Não tem outra forma! Como tentarei entender os fenômenos que ocorrem em dimensões próximas ou abaixo da escala atômica, se não conheço nem aqueles chamados de naturais.

Imagine então tentar entender sobre a teoria das cordas que, afirma serem os objetos extensos unidimensionais, contrariando a física tradicional...

Observe que, o que escrevo acima, passa a impressão de que tenho alguma idéia formada, algum aprendizado sobre Física.

Entretanto, é apenas uma impressão, o que escrevi são alguns dados extraídos de uma pesquisa no site do Google. Porém, contextualizados, com a intenção de melhor explicitar a linha central do texto que é o de entender que para alcançar algum lugar, temos que seguir um planejamento e este deve ser sistemático e no nosso caso, por exemplo, vir a partir destas perguntas:

1. Onde quero ir?

2. Qual o caminho que devo seguir?

3. Quais os materiais que precisarei reunir?

4. Quanta energia estou disposto a empregar nessa excursão?

5. Quanto tempo vou dispor para essa caminhada?

6. E finalmente, estou preparado?

A Maçonaria apresenta um sistema metodológico que favorece a aprendizagem, pois dividi o conjunto geral de seu conhecimento principal em partes que denomina graus [1, 2 e 3], na chamada Maçonaria Simbólica[podendo se estender até o 33].

E estes Graus são divididos em Instruções Clássicas e estas, por sua vez, em complementos e fascículos.

Resumindo, primeiramente procura-se o ensino/aprendizado das partes menores para somente então, alcançar o conjunto do conhecimento.

Exatamente como sugerido na analogia feita acima sobre a Física quântica. E também propondo talvez, a unica solução para o problema apresentado pelo filósofo Nitz.

Não obstante, é bom ter em mente que tudo ocorre a partir do esforço pessoal. A maçonaria coloca a disposição do membro ativo e interessado, todo o material, debates, apresentação de trabalhos e palestras necessárias; no entanto, percorrer o caminho é uma tarefa individual.

[1]Eduardo Hughes Galeano (Montevidéu, 3 de setembro de 1940) é umjornalista e escritoruruguaio. É autor de mais de quarenta livros, que já foram traduzidos em diversos idiomas. Suas obras transcendem gêneros ortodoxos, combinandoficção, jornalismo, análise política e História.

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[2]Friedrich Wilhelm Nietzsche, (Röcken, 15 de Outubro de 1844Weimar, 25 de Agostode 1900) foi um filólogo clássico e influente filósofo alemão doséculo XIX



quinta-feira, 18 de novembro de 2010

O BOM SENSO OU A RAZÃO.

René Descartes viveu na idade média, portanto acostumado à autoridade eclesiástica. Possuidor de um espírito inquieto entregou-se a pesquisa das coisas existentes no mundo de sua época, rejeitando as percepções dos sentidos e acaba por escrever uma obra[1] não doutrinária que tenta provar que o conhecimento só pode ser encontrado pelo uso da razão.

Ora, ao empregar o método de Descartes, imagina-se a possibilidade de viver em um mundo perfeito. Um mundo desenvolvido, ao ponto da humanidade não se prostrar frente às opiniões pré-concebidas e geradas em função da aplicação de suas diferenças políticas, sexo e cor.

Este mundo possível e ao mesmo tempo, distante e utópico, mostra-se na prancheta de trabalho do filósofo, como o resultado da aplicação da razão, sobre o pensamento do homem, resultando no desenvolvimento e no progresso da humanidade.

Contudo, apesar de se tratar de um processo eficiente, mais à vista do homem contemporâneo do que, àquele que vivia na idade média, parece-me que a intenção de Descartes, em imprimir a obra em francês, para chegar a todo e qualquer homem, alcançando assim o senso comum, não foi atingido nem mesmo nos dias de hoje.

Quantas guerras, embates, massacres religiosos, divergências políticas e sociais, não se teria evitado ao longo da história da civilização, se a prática da investigação científica, caracterizada pelo uso do bom senso ou da razão, tivesse sido o procedimento normalmente adotado.

Todavia, na ciência, este método resultou em boas conquistas: a medicina, a física e a matemática, áreas de contribuição também de Descartes, experimentadas por métodos empíricos e de investigação racional, trouxeram benefícios inigualáveis à humanidade.

Porém, no campo dos relacionamentos sociais, as opiniões e preconceitos ainda fazem vítimas. Enquanto o homem não absorver a postura racional em seu comportamento, resta-nos à aplicação das leis, como método de minimizar os conflitos, enquanto se pensa em um ideal maior, que é a educação, a cultura, enfim, a instrução de todo e qualquer homem, com base, e, neste caso específico, nas idéias e nos pensamentos do pai da filosofia moderna.

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[1] A Obra é O Discurso do Método, onde surge o Cogito Ergo Sum, Penso, Logo Existo. Descartes chega a esta afirmação, após aplicar ao mundo físico os argumentos do cético[*]. Descartes não era um cético, apenas usa os argumentos do Ceticismo em sua obra "Meditações de Filosofia Primeira”.

Seu objetivo é demonstrar que, não temos como provar existir um mundo exterior a nós. E é neste argumento que, Descartes vai construir a famosa frase: “Penso, logo existo”.

Ora, sem poder afirmar a existência de um mundo exterior, conforme quer o ceticismo, ele conclui que todo conhecimento é falso, já que todos os seus fundamentos, não são claros e evidentes.

E, por duvidar de tudo, resta-lhe crer que não pode, entretanto, duvidar da dúvida. E, como o ato de duvidar é um ato específico do pensamento, ele conclui que a proposição “Penso, logo existo” é a primeira verdade, e esta, com a propriedade de jamais poder ser colocada em dúvida.

Finalizou o filósofo então, que este poderia ser um novo início, o verdadeiro ponto de partida da filosofia.

[*]Clique e leia sobre o Ceticismo no site: http://nelson-machado.blogspot.com/2010/02/o-cetico.html

René Descartes (La Haye en Touraine, 31 de março de 1596Estocolmo, 11 de fevereiro de 1650) foi um filósofo, físico e matemático francês.

Notabilizou-se sobretudo por seu trabalho revolucionário na filosofia e na ciência, mas também obteve reconhecimento matemático por sugerir a fusão da álgebra com a geometria - fato que gerou a geometria analítica e o sistema de coordenadas que hoje leva o seu nome. Por fim, ele foi uma das figuras-chave na Revolução Científica.

Descartes, por vezes chamado de "o fundador da filosofia moderna" e o "pai da matemática moderna", é considerado um dos pensadores mais importantes e influentes da História do Pensamento Ocidental.

Bibliografia disponível no site: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ren%C3%A9_Descartes acessado em : 18 11 10 às 13:48

Imagens: GOOGLE.IMAGENS

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

A PALAVRA "ABIF" E A BÍBLIA DE JERUSALÉM.

Palavras do Rei de Tiro, Hiram, em resposta ao pedido do Rei Salomão, quando da construção do Templo:

Agora, pois, envio {um} homem sábio de grande entendimento, {a saber,} Hirão-Abi, {ou Hirão, meu pai} 2 Crônicas 2:13

Abi ou Abif, é uma palavra composta das iniciais extraídas de outras quatro palavras: Aleph, Beth, Iod e Vav, todas hebraicas.

O alfabeto hebraico, é o alfabeto utilizado para a escrita em hebraico, que é uma língua semítica pertencente à família das línguas afro-asiáticas. Falada em Israel, foi criada por volta do século III a.C.

ALEPH - O primeiro som que o ser humano articula e a primeira letra do alfabeto.

Exprime a idéia de unidade e do princípio; designa a causa, a fôrça, a atividade, o poder, a estabilidade e o homem como unidade coletiva.

BETH - Designa o interior e ativo, o poder plasmante, o germe, a paternidade, o Criador, a habitação, o objeto central.

IOD - Quando vogal, simboliza a Divindade ( é o mais alto dos sons vogais); é imagem da manifestação potencial, duração espiritual, eternidade e do poder ordenador. Tornando-se consoante designa duração material.

VAU - Esta letra é como um nó que liga ou um ponto que separa o Ser e o Não Ser

Fonte: http://tipografos.net/glossario/alfabeto-hebraico.htm

A Maçonaria refere-se ao personagem bíblico Hiram Abif. A palavra Abif, significa "seu pai". É também, um título de respeito. O Rei de Tiro,

conforme decrito no início, ao se referir ao seu artífice, chama-o de "meu pai Hiram". No Livro de Crônicas, é chamado de "Seu Pai, Hiram Abiff".

O sobrenome resulta em seu título de honra; Nota-se também que os pensadores, os “doutores” em meio ao povo hebraico, eram chamados de "pais". Da mesma forma, o filósofo René Descartes é chamado de pai da filosofia moderna, os ingleses, dos pais do futebol, e, assim o Hiram Abif, é chamado na Bíblia, de pai da arte de forjar [fabricar,fazer] o ouro e outros metais nobres.

E, especificamente na Maçonaria, como o “pai da construção do Grande Templo”.

Cuidado! Não confundir com a figura paterna do pai biológico, e seu(s) filho(s).

Por isto mesmo, para evitar esses acidentes, é importante ressaltar, que ao se deitar os olhos sobre um texto, deve-se fazê-lo com muita atenção. A leitura deve ser atenta e com vistas à época em que ele foi escrito. Em outras palavras, deve-se entender o que se passava naqueles anos, a história daquele povo, o perfil do autor, seus costumes, suas crenças, sua língua...[Filologia]*

Para quem tem esta preocupação e quer chegar a um bom entendimento em suas pesquisas, como nós maçons que procuramos a instrução à margem das influências das crenças religiosas, sugere-se que a faça na Bíblia de Jerusalém veja por que:

A Bíblia de Jerusalém é a edição brasileira (1981, com revisão e atualização na edição de 2002) da edição francesaBible de Jérusalem, que é assim chamada por ser fruto de estudos feitos pela Escola Bíblica de Jerusalém. De acordo com os informativos da Paulus Editora, a edição "revista e ampliada inclui as mais recentes atribuições das ciências bíblicas. A tradução segue rigorosamente os originais, com a vantagem das introduções e notas científicas”.

Essas notas diferenciais em relação às outras traduções prestam-se a ajudar o leitor nas referências geográficas, históricas, literárias, etc. Suas introduções, notas, referências marginais, mapas e cronologia — traduções de material elaborado pela Escola Bíblica de Jerusalém — fazem dela uma ferramenta útil como livro de consulta, para quem precisa usar passagens bíblicas como referência literária ou de citações.

Os exegetas[críticos] apontam que o grande diferencial da Bíblia de Jerusalém é que, além da tradução dos originais do hebraico, aramaico e grego, existe a contextualização histórica, dentro do ambiente físico, ambiental e cultural relativo à época em que cada livro foi escrito. Trata-se de uma obra que representara "a união do monumento e do documento", de acordo com Lagrange, criador da Escola Bíblica de Jerusalém, unindo assim "a arqueologia, a crítica histórica e a exegese dos textos".

A Bíblia de Jerusalém é considerada atualmente, pela maioria dos lingüistas, como um das melhores bíblias de estudo, aplicável não apenas ao trabalho de teólogos, religiosos e fiéis, mas também para tradutores, pesquisadores, jornalistas, Filósofos e cientistas sociais, independente de serem católicos, protestantes, ortodoxos ou judeus, ou mesmo de qualquer outra religião ou crença.

Assim, fica melhor não é? Afinal, podemos tentar chegar ao conhecimento sem interferências. Mãos à obra.

Entretanto, sempre é bom ter em mente, que a Fé, é individual, não precisa de provas, e não deve ser discutida ou imposta; Mesmo porque, esta seria uma missão inútil.

Em outras palavras, FÉ é FÉ! E que DEUS nos ilumine e nos dê sabedoria, para sempre saber discernir o verdadeiro do falso, o bem do mal.

Que Assim Seja


*Filologia (do grego antigo "amor ao estudo, à instrução") é a ciência que estuda uma língua, literatura, cultura ou civilização sob uma visão história a partir de documentos escritos.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

FELIZ ANIVERSÁRIO LOJA DELTA DO UNIVERSO, 98

A linha central do pensamento da Maçonaria é o bom senso ou a razão, e essa é a nossa pedra fundamental.

A pedra que, possibilitaria aos doze maçons fundadores a capacidade de discriminar o verdadeiro do falso.

Acreditamos que esse pensamento, nos qualifica na eterna caminhada pela busca do conhecimento, independentemente de cor, crenças políticas e religiosas. E isto, certamente nos faz iguais, fraternos e solidários.

E, por esta razão, entendemos que era a coisa do mundo mais importante a ser compartilhada, por todos nós.

A razão é igual em todas as pessoas e, portanto as igualam, já, as opiniões a diferenciam. Haja visto, as guerras e confrontos, em todas as áreas de convívio dos homens em sociedade, nascidas em função dos preconceitos, formados às margens do crivo da razão.

Em função deste panorama, é que nós Maçons, procuramos construir um método que pudesse guiar-nos. Diferentemente da opinião, crença ou costumes de cada um.

Para tanto, bastaria àquele que se dispusesse formar o grupo de fundadores, segui-lo, abandonar suas opiniões e entregar-se a investigação científica com base nas Instruções Clássicas propostas pela Maçonaria Simbólica do e nos complementos do Sistema Instrucional bem sugerido pela Grande Loja de Santa Catarina.

O método permitiria construir um edifício forte e sustentado por colunas indestrutíveis, pois se fundaria na razão e na instrução.

Este edifício seria primeiramente experimentado pelo grupo dos doze irmãos, através de sua livre investigação da verdade e de sua instrução própria.

Somente então, sistematizado em um método próprio, seria colocado a disposição de novos membros. Entretanto, de forma lenta e tranquila.

Em outras palavras, porque acreditamos na paz e na tranquila, como o melhor ambiente para realizar o nosso trabalho.

Parabéns a todos vocês meus queridos irmãos... Apesar da distância de setecentos quilômetros que nos separam nesta data, em função de minhas atividades profissionais e acadêmicas, estarei presente por força de nossa ideologia e pelo envolvimento sensível de nosso espírito. E por tudo o que nos une, como verdadeiros irmãos.

PAZ, SAÚDE, ALEGRIA e PROSPERIDADE A TODOS!

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

A LINGUAGEM E O HOMEM!

"Primeiro o trabalho, e depois dele e com ele a palavra articulada, foram os dois estímulos principais sob cuja influência o cérebro do macaco foi-se transformando gradualmente em cérebro humano – que, apesar de toda sua semelhança, supera-o consideravelmente em tamanho e perfeição". Engels (s.d., p. 272)

Da criação dessa base material para a fala e desta para a criação de um sistema de signos, significado e sentidos da palavra, muito se passou.

Assim, pela linguagem, instrumento simbólico e elemento mediados na “ atividade humana material externa”, o gênero humano conquistou a capacidade de comunicação, de registro e sistematização da prática socialmente elaborada, contribuindo, deste modo, para o desenvolvimento da “atividade humana mental interna.”

Ainda fundamentado em Marx, Leontiev* defende que o psiquismo humano, desde seu nascimento e por toda sua vida, se forma pelo desenvolvimento de atividades ditas: material externa e psicológica interna.

Isto porque, segundo o autor, a estrutura da atividade está organizada pressupondo:

"A existência de um sujeito que atua sobre um objeto e é impulsionado por motivos para a realização de um objetivo".

Movida pelos objetivos, a atividade é sempre orientada para algo ou alguém, como um movimento resultante das necessidades (ou interesses) internas e externas dos sujeitos.

Para Leontiev, toda atividade humana se origina de necessidades materiais (concretas) e de necessidades ideais (abstratas).

A mediação como unificadora da relação entre sujeito e objeto, ocorre pela utilização de instrumentos, que viabilizará a transformação no meio material, entre o homem e a natureza (externo) “de fora”.

O signo assume um sentido contrário, ou seja, (interno) “de dentro”, dirigido ao domínio do próprio homem. Serve de veículo para as operações psíquicas.

Já a Linguagem, constitui o mais amplo sistema simbólico existente, tratando-se como o principal instrumento mediador entre o o sujeito e o mundo objetivo, no processo de constituição do psiquismo humano.

Descrever sobre o Psiquismo Humano, é um grande trabalho, já que demanda de um grande esforço de análise do homem; para iniciar a busca, penso que bastaria iniciá-la pelo próprio interior do homem, e que portanto bastaria auto conhecer-me; "o conhece-te a ti mesmo" do Templo de Delphos.

E aí reside o grande problema, pois o que sou, foi determinado pela atividade que realizei em toda a minha existência humana; a forma como estabeleci uma intercessão com a vida, que vai muito mais além de analisar simplesmente quais os instrumentos que utilizei, mas também quais as transformações que provoquei no meio físico e que tipo de transformações internas, psicológicas, mentais, ocorreram.

Isto compreendido, em função dos signos que me foram apresentados ou escolhidos e da linguagem que fundamentou e desenvolveu a natureza de minhas funções psicológicas superiores.

Contudo, posso concluir que os aspectos citados aqui, quando dissecados, observados, analisados de forma científica, quase matemática, esclarecem profundamente por que os homens são diferentes entre si, no quesito “sujeito x sociedade”.

E esta análise prova e demonstra muito bem, como compreender o Psiquismo de cada um, baseando-se no estudo da Atividade, mediação e linguagem desenvolvida e/ou imposta pela vida em sociedade de cada homem.

E, vale obervar também, a influência do "mundo maçônico" , na vida dos maçons, já que por definição: "A Maçonaria é uma escola de moral, ilustrada por símbolos e velada por alegorias".

É uma pena que nossos governantes não levem isto muito a sério; E a maioria prefira governar uma sociedade, composta por uma parte de eleitores como o do homem da figura acima. Que tendo vivido às margens da sociedade, resta-lhe agora, entregar-se a um profundo diálogo com o Drumond de bronze na praia de Copacabana...

Faltam nove dias. Que o Grande Arquiteto do Universo nos ilumine.

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Friedrich Engels (Barmen, 28 de novembro de 1820Londres, 5 de agosto de 1895) foi um teórico revolucionário alemão que junto com Karl Marx fundou o chamado socialismo científico ou marxismo. Escreveu livros de profunda análise social. Sem dúvida nenhuma, Engels foi um filósofo como poucos: soube analisar a sociedade de forma muito eficiente, influenciando diversos autores marxistas. fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Friedrich_Engels

Alexei Nikolaevich Leontiev (em russo: Алексей Николаевич Леонтьев) (19031979) foi um psicólogo russo. A partir de 1924, depois de graduar-se em Ciências Sociais, aos vinte anos, Leontiev passou a trabalhar com Lev Vygotsky. Foi relevante a sua participação na proposição de construção de uma psicologia cultural-histórica. Morreu de ataque cardíaco em 1979.

OBS: Todas as fotos deste blog, são extraídas do GOOGLE.IMAGENS

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

O QUE MUDOU ?

Escrevi o desabafo abaixo quando das Olimpíadas de 2008. Nada mudou. Somente o técnico da Seleção Brasileira de Futebol e a Marta que está no Brasil. Entretanto, podemos mudar o chefe da nação no próximo dia 31 próximo. Pense bem! Vale a pena, reler, relembrar e refletir...

Ponderações a distância (de Pequim).

Para fazer valer nas urnas.

A postura do atleta caracteriza-se pela humildade de quem convive com os treinos diários; pela dúvida constante nos resultados, crítica dos técnicos e da imprensa diante de seu desempenho, luta e sacrifícios que faz no seu dia-a-dia. A essência do Esporte é doar-se e buscar seu próprio limite. Medido pelo tempo que crava em seu desempenho, ou simplesmente pela nota ou pelos pontos que lhe atribuem ou ainda pelos gols que converte. A verdade,é que não dá mais para agüentar tantas lágrimas e decepções dos pobres e desamparados atletas brasileiros, como aconteceu nas olimpíadas de Pequim.

Não sei quantas vezes ouvi frases emocionadas como estas: “O importante é levantar a cabeça e continuar a luta. Porque daqui há quatro anos tem mais” Que luta é essa? Uma luta amparada pelo que? Por quem? As últimas que se ouviram na televisão foram demais:

“Eu fiquei sabendo que viria uma semana antes. Por isto vim para me divertir”. Disse o triatleta brasileiro Juraci Moreira, 29 anos.

A injustiçada Fabiana Murer enfatizou: “Na China não volto mais.” Eu, particularmente queria ver se tivessem sumido com a vara de uma Cubana.

O ginasta brasileiro Diego Hypólito, em lágrimas, declarou : “Sou de carne e osso. Acreditaram em mim. Por isto peço desculpas.” A sua cabeça ruiu, por que os malditos governantes do esporte neste país, não percebem que o Diego não é só de carne e osso, é mente também, e precisa de sustentação psicológica. E não precisamos invocar o filósofo Descartes para entender isto.

O nadador César Cielo, com seu 1.87m quase desapareceu entre as câmaras, como disse a ESPN, “é o atleta mais assediado no País”. Razão: uma medalha de Ouro. Só que ele mora e estuda nos Estados Unidos, na Universidade de Aurbun e lá realizou seus treinos, financiado por seus familiares. Eu ia escrever “Pais”, mas fiquei com medo de confundirem com “País" cuja diferença não é somente o acento agudo, é muito mais... Pois é Cielo, realmente conseguir uma medalha de ouro, neste país de Lula e Cia, só como Herói. E ainda você tem que suportar o prefeito de joelhos, na sua recepção. Que bom seria se você pudesse ter lhe dado uma braçada; Uma daquelas que você usou em Pequim, bastava. Mas, vamos deixar para as urnas, lá pode.

E você querida atleta Natália Falavigna de Londrina. Uma linda lutadora na pura concepção da palavra, que pede e agradece a Deus pelo seu sucesso. Quem sabe agora vão te chamar pelo nome certo e aplaudir quando você entrar em um restaurante na sua cidade e não apenas quando da entrada do apresentador Galvão Bueno. Parabéns pela medalha de bronze, ganha no grito, no talento e no esforço pessoal. Porque no Brasil é assim, só no grito, e no berro. E como você gritou e lutou! Parabéns querida!

Marta e Companhia que bom vê-las dando um show. Você que jogava com os meninos na rua, e era xingada e maltratada. Tantos gols e dribles você fez, que acabou encontrando seu lugar no mundo do futebol, mas no mundo lá de fora é claro. Por que aqui você só encontrará um lugar em uma foto ao lado de algum político mal feitor. E apesar de tudo ainda nos dá a honra de vestir-se com a amarelinha. Nós te Amamos Marta.

No futebol masculino, além da vergonha, leiam e relembrem o que o Dunga andou dizendo:

Agora aprendemos que é necessário muito trabalho para vencer” - (Só agora?)

“Vou continuar o mesmo trabalho, entretanto com mais pressão” - (O mesmo?)

Dunga não se engane. Pare de se iludir. A CBF e este país, não dão a mínima para os times brasileiros, e os jogadores também só encontram espaço e reconhecimento lá fora, para que muitos, lucrem muito, nas transações milionárias. Quando vestem a nossa amarelinha, vestem sabe-se lá por que, na última hora, quase na véspera... e o pior, encontram com você como técnico, retrato do fracasso no planejamento do esporte nacional. E que declaração foi aquela, em que você disse que iria sair e levar a turma toda para fora da Vila Olímpica caso fosse para a final? Que infelicidade Dunga! Outra coisa, você declarou também que naquele 1 x 1: “...a grama do estádio era ruim, e os jogadores foram prejudicados, e tiveram que jogar como mulheres...” Não diga tanta asneira, Dunga! Eles não jogaram como mulheres, não. Se o tivessem feito, nós teríamos orgulho, aliás, muito orgulho! Assim como temos delas. Ah! E COMO TEMOS!!!

“O que vale é competir e não vencer”, famosa frase do Barão de Coubertin..(470-399 a.C.). É o lema das Olimpíadas. Sábia ou apenas um acalento? Talvez dê para traduzir: “O que vale é a atitude e não a Medalha”. Sei lá;

No entanto, acalento, só nos resta um: A Argentina foi pior. Com todo o respeito aos nossos Hermanos; Mas, valeu Maradona! Talvez o Pelé na próxima, vá assistir aos nossos jogos também... E, então, você não precisará esforçar-se para reanimar o Ronaldinho. O papel será dele...

QUEM SABE, NAS URNAS, DESTA VEZ, NÓS SAIBAMOS O QUE FAZER. QUEM SABE?

Por Nélson Machado, no inverno do ano 2008 em Florianópolis-SC.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

FALANDO DE EDUCAÇÃO (3)


ESTOU COMEÇANDO (NOVAMENTE) A FICAR P... COM O CAPITALISMO!

Ou simplesmente, revivendo os anos 60/70.

Assim como nas pedagogias liberais, a Escola Nova, não se contrapõem ao sistema político e econômico praticado no Brasil, e traça seu plano de trabalho na educação, visando os interesses do capitalismo. Por outro lado, opõem-se severamente ao ensino religioso, predominante na pedagogia tradicional, e implanta no ensino público a pedagogia liberal.

Outra característica importante é o papel da escola, enquanto integralizadora do indivíduo na sociedade; contudo, sem a tentativa de reformulá-la, mantendo-se o regime capitalista predominante. Desta forma, a Escola Nova, não substituiu a escola tradicional e manteve a essência da pedagogia liberal, que coloca a escola na posição de preparadora dos indivíduos para cumprir papéis sociais, adaptando-se, porém as regras vigentes na sociedade que, não leva em conta a desigualdade de condições e mesmo assim difundi a idéia de igualdade de oportunidades.

Precisamente por isto, prevalecem os diferentes tipos de educação, dividida em ensino público e particular; o primeiro preparando o aluno na educação elementar e o capacitando para o trabalho como característica da pedagogia liberal e o segundo, o ensino dito “elitizado “ com base na educação cultural e que conta com maiores recursos traduzidos em laboratórios, oficinas, professores mais capacitados e ambientes que possibilitem as atividades práticas e em grupo, conseguem potencializar as qualidades individuais de seus alunos, preparando-os para se tornarem empreendedores e novos líderes; entretanto, respeitando e se adaptando ao ambiente sócio-econômico predominante na sociedade capitalista.

FALANDO EM EDUCAÇÃO (2)






MAS, UM GRUPO DE INTELECTUAIS TENTOU! PORÉM...

...essa maneira de entender a educação, por referência à pedagogia tradicional, tenha deslocado o eixo da questão pedagógica do intelecto para o sentimento; do aspecto lógico para o psicológico; dos conteúdos cognitivos para os métodos ou processos pedagógicos; do professor para o aluno; do esforço para o interesse; da disciplina para a espontaneidade; do diretivismo para o não-diretivismo; da quantidade para a qualidade; de uma pedagogia de inspiração filosófica centrada na ciência da lógica para uma pedagogia de inspiração experimental baseada principalmente nas contribuições da biologia e da psicologia. Em suma, trata-se de uma teoria pedagógica que considera que o importante não é aprender, mas aprender a aprender. […](Saviani, 1980)

O papel da Escola Nova é adequar o ambiente escolar à aprendizagem, seguindo o lema, “aprender fazendo”, que privilegia as aulas práticas e a experiência do aluno em primeiro plano. Já o professor, afasta-se do centro do ensino e somente supervisiona as atividades dos alunos que trabalham em grupo, e constroem suas idéias. Ao contrário da Escola Tradicional, o professor não é mais o transmissor de conhecimento, mas sim o coordenador do estudo e pesquisas dos alunos, que buscam descobrir o conhecimento de forma autônoma.

O Método de ensino baseia-se em priorizar a questão pedagógica passando em primeiro lugar pelo sentimento e não mais pelo intelecto, valorizando muito mais os processos pedagógicos em uma escola que deve estar totalmente equipada com laboratórios, oficinas, instrumentos e ambientes que possibilitem as atividades práticas e em grupo.

Este método leva o aluno ao interesse na aprendizagem autônoma e na espontaneidade em contra posição à disciplina rígida que caracteriza a escola tradicional. Contudo, este tipo de escola não conseguiu, alterar expressivamente o panorama nas escolas. Tal situação ocorreu, na necessidade de altos investimentos financeiros, para implantação do cenário escolar necessário que pudesse receber as novas idéias. Isto somente foi possível realizar, na forma de escolas modelos/experimentais, e principalmente nas escolas particulares destinadas a pequenos grupos de elite.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

FALANDO EM EDUCAÇÃO (1)

SE VOCÊ TEM MINHA IDADE, VIU E PASSOU POR ISTO!

Esta foto remete à Escola fundamentada na Pedagogia Liberal Tradicional. O Papel dessa escola é a comunicação de conhecimentos universais, com o objetivo do preparo intelectual e moral, de seus alunos, visando posicioná-los na sociedade.

No entanto, o caminho escolhido pelo Professor para o ensino, é o de “mão-única”, aquele em que, o mestre coloca-se no centro do “tabuleiro”, considera-se como detentor de todo o conhecimento, e por isto mesmo, age como o único transmissor. Por outro lado, o aluno, tem a missão de receber toda a informação e a obrigação de memorizá-la, sem o direito de questioná-la ou debatê-la.

Esse método de ensino, centralizador é caracterizado pela simples exposição, aplicação de exercícios e leituras de conteúdos que devem ser obrigatoriamente decorados. Este método permite ou estabelece que o aluno deva ser examinado periodicamente, por meio da aplicação de provas que podem ser apresentadas na forma escrita ou oral, onde ele deve apresentar respostas às questões pertinentes aos temas expostos pelo professor em aula.

Estas respostas têm como base os conteúdos memorizados, bastando que ele, nas avaliações, reproduza os conteúdos que decorou. Estas avaliações tem como objetivo escolher aqueles que poderão ir em frente. Àqueles que não obterem a nota mínima exigida pelo colégio, restará a repetição de todas as disciplinas no ano que se segue.

A pedagogia liberal tradicional, ainda é vista em alguns colégios, principalmente da rede pública e traz sobre as suas costas a arrogância da concepção magistrocêntrica, e, ao mesmo tempo, a ingenuidade, demonstrada na presunção daqueles educadores que consideram o conhecimento, um objeto que pode ser arremessado, atirado, ou para utilizar um jargão popular: “enfiado goela abaixo”;

Lamentavelmente, acabam por resumir a arte de ensinar, a um ato que repousa muito mais na disciplina, do que na busca do entendimento pelos caminhos do estudo, debate, reflexão e introspecção, realizada individualmente e a partir do mestre que inspira, que serve de exemplo e que encanta.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

A ÉTICA DISCURSIVA E A UTILIZAÇÃO DE CÉLULAS-TRONCO EMBRIONÁRIAS

No mundo Contemporâneo, a Ética Discursiva do filósofo/sociólogo alemão Jürgen Habermas(1929), pode guiar os debates sobre questões polêmicas como a utilização de células-tronco embrionárias:

Veja uma breve explicação das regras chamadas pelo filósofo de "Pretensões de Validade" e que seriam úteis em uma discusão pelos membros de uma comunidade composta por pessoas que apresentam seus pontos de vista morais uns aos outros e os justificam:

1. A pretensão de inteligibilidade - É inteligível é algo que se compreende bem. Que é relativo à inteligência. Em filosofia, dizemos que é algo que se conhece pela inteligência ou pela razão em oposição ao conhecimento sensível.

2. A pretensão de verdade - Deve ser possível comprovar se alguém está falando a verdade pela análise daquilo que está sendo dito.

3. A pretensão de correção - distingue-se da pretensão de verdade por não possuir um conteúdo fático, mas é semelhante no sentido de que o falante deve estar dizendo algo normativamente correto.

4. A pretensão de sinceridade (veracidade) - Os participantes devem expressar de forma honesta os argumentos que apresentarem e possuírem boa-fé, acreditando na necessidade de sua implementação.(UNISUL, 2010 P. 45)

Com relação à pesquisa com células embrionárias humanas, argumenta-se que ela ofenderia os preceitos constitucionais que garantem a vida e a dignidade humana.

Ainda, segundo as igrejas, utilizar embriões para a extração de células-tronco é como se fosse praticado um assassinato, já que o processo destruiria o embrião. Porém, os principais defensores das pesquisas com as células-tronco, os médicos e especialistas, declaram que, quando obtidas ainda embrionárias do líquido amniótico que envolve o feto durante a gestação não destruirão o embrião.

Esta posição tem mais chances de um consenso, pois, ao invés de causar dano, poderá levar a combater inúmeras doenças e beneficiar milhões de pessoas com a cura de enfermidades atualmente fatais.

Além disto, o consenso em questões polêmicas, como esta mencionada acima, conta no Brasil, com um ponto positivo na sociedade. O brasileiro possui uma característica pacífica e dada ao diálogo e, portanto, a Ética do Discurso, encontra aqui um ambiente propicio ao acordo popular. Some-se a isto também, a vida moderna, a freqüente busca por uma vida de qualidade, o acesso à informação, o mundo globalizado e a crescente participação das mulheres e dos jovens na sociedade ativa.

E mesmo em que pese, as bases religiosas manterem uma posição contrária, o tema encontra no Brasil um povo aberto ao debate. Deste modo, a ética contemporânea ajuda e muito, ao considerar a aplicação das “Pretensões de Validade”, ou seja: os argumentos apresentados nos debates podem ser inteligíveis, verdadeiros, corretos e honestos; Já que, o argumento de defesa, por partes dos cientistas, apresentado acima, tem as maiores chances de atingir o consenso esperado.