segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

PORQUE AS PESSOAS SÃO DIFERENTES ENTRE SI ?

Para responder a questão, devemos nos ater a psicologia:

A etimologia da palavra psicologia (em grego: psiche = alma, logos = razão/conhecimento) significa conhecimento da alma, ou “estudo da alma”.

Pode ser dito então, que trata-se de uma área do conhecimento que dedica-se ao estudo científico do psiquismo, objetivando compreender o funcionamento humano, manifesto pelos estudos do comportamento, dos processos psicológicos, da personalidade, da consciência e da subjetividade.

A Psicologia Social é uma área específica e especial da Psicologia que busca compreender e estudar as interações humanas, suas influencias e suas manifestações comportamentais provocadas pela influência mútua de uma pessoa com outras, ou pela mera expectativa de tal interação.

É considerada de tal importância que sua atuação se dá em todas as especialidades da psicologia: da Educação e Escolar, da Organizacional e do Trabalho, da Clínica, da Jurídica, do Trânsito e do Esporte. E conforme (LANE CODO E OUTROS, 2001, p.19. descrito no LIVRO DE PSICOLOGIA SOCIAL, UNISUL):

“A Psicologia Social poderá responder à questão como o homem é sujeito de sua História e transformador de sua própria vida e da sua sociedade, assim como qualquer outra área da Psicologia".

A atividade, mediação e linguagem são unificadoras da relação entre sujeito e sociedade, porque envolve a importante questão: A sociedade constitui o homem, ou é este que a constitui? Como este processo ocorre?

Partindo da descrição, de que Marx faz uso do materialismo histório dialético para explicar a história da consciência humana, e defende assim, que o processo de trabalho é a principal atividade humana desde os primórdios da humanidade, pode-se compreender muito bem o duplo processo indicado:

"Transformação do meio natural para satisfazer suas necessidades de sobrevivência, ao mesmo tempo que transformaram a si próprios, uma vez que mudanças corporais e psicológicas profundas ocorreram nos seres humanos".

No texto de Serrão (2006,p.89-90) O gênero humano, ao produzir sua existência, o fez e ainda o faz necessariamente estabelecendo relações com outros seres humanos e com a natureza, da qual também é partícipe.

É importante mencionar a citação de Engels (s.d., p. 272):

"Primeiro o trabalho, e depois dele e com ele a palavra articulada, foram os dois estímulos principais sob cuja influência o cérebro do macaco foi-se transformando gradualmente em cérebro humano – que, apesar de toda sua semelhança, supera-o consideravelmente em tamanho e perfeição".

Ainda fundamentado em Marx, Leontiev defende que o psiquismo humano, desde seu nascimento e por toda sua vida, se forma pelo desenvolvimento de atividades ditas material externa e psicológica interna. Isto porque, segundo o autor, a estrutura da atividade está organizada pressupondo:

· A existência de um sujeito que atua sobre um objeto e

· É impulsionado por motivos para a realização de um objetivo.

Movida pelos objetivos, a atividade é sempre orientada para algo ou alguém, como um movimento resultante das necessidades (ou interesses) internas e externas dos sujeitos.

A mediação como unificadora da relação entre sujeito e objeto, ocorre pela utilização de instrumentos, que viabilizará a transformação no meio material, entre o homem e a natureza (externo) “de fora”.

O signo assume um sentido contrário, ou seja, (interno) “de dentro”, dirigido ao domínio do próprio homem. Serve de veículo para as operações psíquicas.(ver Simbologia na Maçonaria)

Já a Linguagem, constitui o mais amplo sistema simbólico existente, tratando-se como o principal instrumento mediador entre o o sujeito e o mundo objetivo, no processo de constituição do psiquismo humano.

O Psiquismo Humano é o objeto a Psicologia, buscando compreender como se dá a construção deste a partir das relações sociais vividas pelo homem. Para compreender o psiquismo Humano, é necessário estudar a atividade, mediação, linguagem e o método dialético. Isto porque ele é formado pela:

· relação dialética entre o sujeito e a sociedade

· pela realização de atividades e pela utilização da linguagem

· a consciência e personalidade

Descrever sobre o Psiquismo Humano, é um grande trabalho, já que demanda um enorme esforço de análise do homem. Para iniciar, penso que bastaria uma busca no próprio interior, e para tanto, bastaria nos conhecermos.

Todavia, nisto reside o grande problema, pois o que somos, foi determinado pela "atividade" que realizamos em toda a nossa existência humana. E claro, na forma como estabelecemos uma intercessão com a vida.

E vai mais além de analisar simplesmente quais os instrumentos que utilizamos, mas também em avaliar quais as transformações que provocamos no meio material e que tipo de transformações internas, psicológicas, mentais, ocorreram em função dos signos que nos foram apresentados ou escolhidos.

Finalmente, identificar e entender a linguagem que fundamentou e desenvolveu a natureza de nossas funções psicológicas superiores.

Por tanto, é certo concluir que, os aspectos citados aqui, quando dissecados, observados, analisados de forma científica, quase matemática, esclarecem profundamente por que as pessoas são diferentes entre si, no quesito “sujeito x sociedade”.

Em outras palavras, mostram claramente, o caminho a ser seguido para compreender o "psiquismo" de cada um, baseando-se no estudo da atividade, mediação e linguagem desenvolvida e/ou imposta pela vida em sociedade de cada pessoa, no decorrer de suas vidas.

nosce te ipsum...

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Karl Heinrich Marx (Tréveris, 5 de maio de 1818Londres, 14 de março de 1883) foi um intelectual erevolucionário alemão, fundador da doutrina comunista moderna, que atuou como economista, filósofo, historiador,teórico político e jornalista.

Friedrich Engels (Barmen, 28 de novembro de 1820Londres, 5 de agosto de 1895) foi um teórico revolucionárioalemão que junto com Karl Marx fundou o chamado socialismo científico ou marxismo. Ele foi coautor de diversas obras com Marx, sendo que a mais conhecida é o Manifesto Comunista. Também ajudou a publicar, após a morte de Marx, os dois últimos volumes de O Capital, principal obra de seu amigo e colaborador.

Alexei Nikolaevich Leontiev (em russo: Алексей Николаевич Леонтьев) (19031979) foi um psicólogo russo. A partir de 1924, depois de graduar-se em Ciências Sociais, aos vinte anos, Leontiev passou a trabalhar com Lev Vygotsky. Foi relevante a sua participação na proposição de construção de uma psicologia cultural-histórica.

Bibliografia dos pensadores acima, disponíveis no site: http://pt.wikipedia.org/ Acessado em 17 Jan 11 às 21:45.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

O VERÃO É SEMPRE VERÃO. A MENTE...

Conforme Arga[1]: (...)nos “provérbios da Holanda”, Bruegel recolhe a voz do povo e ilustra com perfeita fidelidade exemplos que não são da sabedoria antiga, mas da eterna ignorância. [pintura acima]

Ele quer dizer, que o mundo sempre andou do mesmo jeito, considerando os mesmos preconceitos, com os mesmos enganos e mesmos pecados. E assim será sempre.

E nisso resume-se o seu realismo moral: "aceitar o homem exatamente como ele é, fraco e com todos os seus preconceitos e misérias".

E isto me remete nesta tarde de verão, àquelas de minha mocidade, quando moço de quatorze anos ou menos, que enfadado nas tardes de verão, quentes e silenciosas, buscava com a mente em chamas, algo que trouxesse proveito e ajudasse a passar o tempo.

Contudo, lá na cidade de Londrina, naqueles anos sem opções, apenas tendo como companheiros, o tédio e o ócio, restava-me a tarde toda para vagar, viajar e descansar, nas páginas dos livros de Monteiro Lobato e outros gênios da literatura.

Hoje, tantos anos depois, em uma tarde de verão idêntica, quente e silenciosa, entre ir à praia logo à frente, à piscina logo ao lado ou ainda, repassar de carro, como era o verão há 300 anos, no Ribeirão da Ilha, acabo por optar novamente pela leitura, desta feita por um livro sobre Educação, escrito pelo educador mineiro Rubem Alves.

É interessante como a Alma altera a concepção dos momentos. O verão naquele tempo continua, hoje em dia, a ser verão. No entanto, é desigual a concepção do verão atual.

Não obstante, ao que falam os chatos dos ecologistas, e os maçantes dos saudosistas, o verão é o mesmo, nós é que nos metamorfoseamos, na tentativa de encontrarmos nossas verdades.

Nossa alma é a mesma, com as mesmas ansiedades e necessidades.

Todavia, nossos olhos enxergam menos, nossos corpos mais lentos, nossa pele mais franzida, nossa esperança menor, nosso coração maior...

Em outras palavras, se por um lado, nossa mente abriga mais informação e muito mais conhecimento, por outro, guarda muito menos sabedoria e ainda muito menos entendimento.

Porque apesar de estender-se por um número maior de assuntos e variados temas, não esquece aquelas silenciosas e quentes tardes de verão que continuam próprias para o tédio e para o ócio, próprias para vadiar, e se aventurar nas mágicas linhas de um texto filosófico...

Principalmente para um adulto como eu, que apesar dos anos, ainda não aprendeu...

FAÇAM TODOS UM BOM ANO NOVO!

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Dedico esta recordação, nestas palavras de reflexão: à minha Mãe, cuja imagem de seu belo rosto, também não mudará, pois se fixou para sempre em minha mente, depois de adormecida em seus sessenta e oito anos... Que DEUS a abençoe!

[1]Giulio Carlo Argan (Turim, 1909 — Roma, 1992) foi historiador e teórico da arte italiano.

http://rafaelgomes.blogspot.com/2009_01_01_archive.html acessado em 30 12 2010 às 13:37


quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

COMO ADMINISTRAR UM ESTADO? E UMA LOJA?

Sabemos que há pelo menos três formas conhecidas historicamente, a saber:

Uma delas é a monarquia, onde o comando é realizado por um único chefe de estado.

Desta forma, teríamos uma Loja comandada exclusivamente pelo Ven\M\. E a ele se atribuiria o planejamento e execução de todo o contexto maçônico pertinente aos seus membros.

Entretanto, ela pode se degenerar e se transformar em “tirania”, tornando-se uma administração, sob o comando de um chefe único, que age em proveito próprio.

A outra é a aristocracia ou oligarquia, nesta um grupo de pessoas soberanas governa o estado.

Sob o ponto de vista aqui tratado, um grupo de MM\II\ em conjunto com o Ven\M\ e os VVig\, se ocuparia dos assuntos acima distinguidos. Deste modo, o detentor do "primeiro malhete", seria o responsável por presidir e executar as decisões acertadas, em reunião de foro íntimo.

Todavia, aqui também há de se correr o risco, de que este modelo de administração, se volte a atender os interesses próprios de poucos.

A terceira é a democracia - bem conhecida de todos nós - é aquela em que a administração provém de todos, por todos e para todos. Em outras palavras, toda matéria que é objeto desta reflexão, passaria a ser debatida e decidida em assembléias, em que haveriam de se reunir a maioria dos membros ativos.

E aqui, outro grande risco, uma democracia pode vir a se tornar o que conhecemos bem em política, e que se defini pelo termo de “domínio de classe”.

Neste “domínio de classe” e somente quando ele ocorre, a Loja estaria sob comando irrestrito. Em outras palavras, os membros da loja se tornariam os senhores absolutos dos assuntos internos e externos, presentes e futuros.

De tal modo, também contraproducente, pois circunstancialmente, a administração é levada - com o inevitável enfrentamento - à total desordem política.

Por outro lado, o homem é um ser político e social e o que realmente quer, é ser feliz. De fato, é na verdade, o que lhe interessa. E de que outra forma encontrar a felicidade, se não, por meio do exercício da virtude?

Procurar o equilíbrio, entre opiniões e decisões e a moderação das paixões e da vontade, certamente é o único caminho capaz, de nos conduzir ao encontro do ponto ideal de comunhão, com nossos iguais.

Deste modo, independentemente do sistema político adotado, seguramente se encontrará um ambiente adequado à busca incansável pelo conhecimento.

Razão única de nossa presença no templo e em loja composta!

QUE ASSIM SEJA!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

É O CONHECIMENTO UMA UTOPIA ?

"A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar".Eduardo Galeano[1]

Ninguém gosta de ler ou fazer aquilo que é difícil demais. Essa é uma boa caracterização das instruções para serem lidas em loja composta: para a grande maioria de nós, inicialmente, elas são difíceis demais, justamente por que englobam, sintetizam muitas informações e conhecimentos adquiridos ao longo da história da civilização. E por fim, elas são ilustradas por símbolos e veladas em alegorias.

Nitz[2] escreveu em um de seus aforismos, que ninguém consegue extrair de um texto, ou de um livro, mais conhecimento do que ele já tem.

Em outras palavras, imaginem passar uma tarde lendo um livro sobre Física Quântica e a teoria das cordas? Em meu caso específico, certamente não conseguirei obter muito conhecimento. Por que ? Porque não sei nada de física quântica!

Se quiser obter sucesso, terei que iniciar-me na física. Perguntar-me o que é Física ? Do Grego physis... que significa natureza... que é a ciência que estuda os fenômenos naturais... E isso significa retornar à ágora grega, e estudar, a partir das primeiras observações realizadas pelos filósofos gregos e percorrer o tempo até os físicos contemporâneos.

Não tem outra forma! Como tentarei entender os fenômenos que ocorrem em dimensões próximas ou abaixo da escala atômica, se não conheço nem aqueles chamados de naturais.

Imagine então tentar entender sobre a teoria das cordas que, afirma serem os objetos extensos unidimensionais, contrariando a física tradicional...

Observe que, o que escrevo acima, passa a impressão de que tenho alguma idéia formada, algum aprendizado sobre Física.

Entretanto, é apenas uma impressão, o que escrevi são alguns dados extraídos de uma pesquisa no site do Google. Porém, contextualizados, com a intenção de melhor explicitar a linha central do texto que é o de entender que para alcançar algum lugar, temos que seguir um planejamento e este deve ser sistemático e no nosso caso, por exemplo, vir a partir destas perguntas:

1. Onde quero ir?

2. Qual o caminho que devo seguir?

3. Quais os materiais que precisarei reunir?

4. Quanta energia estou disposto a empregar nessa excursão?

5. Quanto tempo vou dispor para essa caminhada?

6. E finalmente, estou preparado?

A Maçonaria apresenta um sistema metodológico que favorece a aprendizagem, pois dividi o conjunto geral de seu conhecimento principal em partes que denomina graus [1, 2 e 3], na chamada Maçonaria Simbólica[podendo se estender até o 33].

E estes Graus são divididos em Instruções Clássicas e estas, por sua vez, em complementos e fascículos.

Resumindo, primeiramente procura-se o ensino/aprendizado das partes menores para somente então, alcançar o conjunto do conhecimento.

Exatamente como sugerido na analogia feita acima sobre a Física quântica. E também propondo talvez, a unica solução para o problema apresentado pelo filósofo Nitz.

Não obstante, é bom ter em mente que tudo ocorre a partir do esforço pessoal. A maçonaria coloca a disposição do membro ativo e interessado, todo o material, debates, apresentação de trabalhos e palestras necessárias; no entanto, percorrer o caminho é uma tarefa individual.

[1]Eduardo Hughes Galeano (Montevidéu, 3 de setembro de 1940) é umjornalista e escritoruruguaio. É autor de mais de quarenta livros, que já foram traduzidos em diversos idiomas. Suas obras transcendem gêneros ortodoxos, combinandoficção, jornalismo, análise política e História.

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[2]Friedrich Wilhelm Nietzsche, (Röcken, 15 de Outubro de 1844Weimar, 25 de Agostode 1900) foi um filólogo clássico e influente filósofo alemão doséculo XIX



quinta-feira, 18 de novembro de 2010

O BOM SENSO OU A RAZÃO.

René Descartes viveu na idade média, portanto acostumado à autoridade eclesiástica. Possuidor de um espírito inquieto entregou-se a pesquisa das coisas existentes no mundo de sua época, rejeitando as percepções dos sentidos e acaba por escrever uma obra[1] não doutrinária que tenta provar que o conhecimento só pode ser encontrado pelo uso da razão.

Ora, ao empregar o método de Descartes, imagina-se a possibilidade de viver em um mundo perfeito. Um mundo desenvolvido, ao ponto da humanidade não se prostrar frente às opiniões pré-concebidas e geradas em função da aplicação de suas diferenças políticas, sexo e cor.

Este mundo possível e ao mesmo tempo, distante e utópico, mostra-se na prancheta de trabalho do filósofo, como o resultado da aplicação da razão, sobre o pensamento do homem, resultando no desenvolvimento e no progresso da humanidade.

Contudo, apesar de se tratar de um processo eficiente, mais à vista do homem contemporâneo do que, àquele que vivia na idade média, parece-me que a intenção de Descartes, em imprimir a obra em francês, para chegar a todo e qualquer homem, alcançando assim o senso comum, não foi atingido nem mesmo nos dias de hoje.

Quantas guerras, embates, massacres religiosos, divergências políticas e sociais, não se teria evitado ao longo da história da civilização, se a prática da investigação científica, caracterizada pelo uso do bom senso ou da razão, tivesse sido o procedimento normalmente adotado.

Todavia, na ciência, este método resultou em boas conquistas: a medicina, a física e a matemática, áreas de contribuição também de Descartes, experimentadas por métodos empíricos e de investigação racional, trouxeram benefícios inigualáveis à humanidade.

Porém, no campo dos relacionamentos sociais, as opiniões e preconceitos ainda fazem vítimas. Enquanto o homem não absorver a postura racional em seu comportamento, resta-nos à aplicação das leis, como método de minimizar os conflitos, enquanto se pensa em um ideal maior, que é a educação, a cultura, enfim, a instrução de todo e qualquer homem, com base, e, neste caso específico, nas idéias e nos pensamentos do pai da filosofia moderna.

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[1] A Obra é O Discurso do Método, onde surge o Cogito Ergo Sum, Penso, Logo Existo. Descartes chega a esta afirmação, após aplicar ao mundo físico os argumentos do cético[*]. Descartes não era um cético, apenas usa os argumentos do Ceticismo em sua obra "Meditações de Filosofia Primeira”.

Seu objetivo é demonstrar que, não temos como provar existir um mundo exterior a nós. E é neste argumento que, Descartes vai construir a famosa frase: “Penso, logo existo”.

Ora, sem poder afirmar a existência de um mundo exterior, conforme quer o ceticismo, ele conclui que todo conhecimento é falso, já que todos os seus fundamentos, não são claros e evidentes.

E, por duvidar de tudo, resta-lhe crer que não pode, entretanto, duvidar da dúvida. E, como o ato de duvidar é um ato específico do pensamento, ele conclui que a proposição “Penso, logo existo” é a primeira verdade, e esta, com a propriedade de jamais poder ser colocada em dúvida.

Finalizou o filósofo então, que este poderia ser um novo início, o verdadeiro ponto de partida da filosofia.

[*]Clique e leia sobre o Ceticismo no site: http://nelson-machado.blogspot.com/2010/02/o-cetico.html

René Descartes (La Haye en Touraine, 31 de março de 1596Estocolmo, 11 de fevereiro de 1650) foi um filósofo, físico e matemático francês.

Notabilizou-se sobretudo por seu trabalho revolucionário na filosofia e na ciência, mas também obteve reconhecimento matemático por sugerir a fusão da álgebra com a geometria - fato que gerou a geometria analítica e o sistema de coordenadas que hoje leva o seu nome. Por fim, ele foi uma das figuras-chave na Revolução Científica.

Descartes, por vezes chamado de "o fundador da filosofia moderna" e o "pai da matemática moderna", é considerado um dos pensadores mais importantes e influentes da História do Pensamento Ocidental.

Bibliografia disponível no site: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ren%C3%A9_Descartes acessado em : 18 11 10 às 13:48

Imagens: GOOGLE.IMAGENS

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

A PALAVRA "ABIF" E A BÍBLIA DE JERUSALÉM.

Palavras do Rei de Tiro, Hiram, em resposta ao pedido do Rei Salomão, quando da construção do Templo:

Agora, pois, envio {um} homem sábio de grande entendimento, {a saber,} Hirão-Abi, {ou Hirão, meu pai} 2 Crônicas 2:13

Abi ou Abif, é uma palavra composta das iniciais extraídas de outras quatro palavras: Aleph, Beth, Iod e Vav, todas hebraicas.

O alfabeto hebraico, é o alfabeto utilizado para a escrita em hebraico, que é uma língua semítica pertencente à família das línguas afro-asiáticas. Falada em Israel, foi criada por volta do século III a.C.

ALEPH - O primeiro som que o ser humano articula e a primeira letra do alfabeto.

Exprime a idéia de unidade e do princípio; designa a causa, a fôrça, a atividade, o poder, a estabilidade e o homem como unidade coletiva.

BETH - Designa o interior e ativo, o poder plasmante, o germe, a paternidade, o Criador, a habitação, o objeto central.

IOD - Quando vogal, simboliza a Divindade ( é o mais alto dos sons vogais); é imagem da manifestação potencial, duração espiritual, eternidade e do poder ordenador. Tornando-se consoante designa duração material.

VAU - Esta letra é como um nó que liga ou um ponto que separa o Ser e o Não Ser

Fonte: http://tipografos.net/glossario/alfabeto-hebraico.htm

A Maçonaria refere-se ao personagem bíblico Hiram Abif. A palavra Abif, significa "seu pai". É também, um título de respeito. O Rei de Tiro,

conforme decrito no início, ao se referir ao seu artífice, chama-o de "meu pai Hiram". No Livro de Crônicas, é chamado de "Seu Pai, Hiram Abiff".

O sobrenome resulta em seu título de honra; Nota-se também que os pensadores, os “doutores” em meio ao povo hebraico, eram chamados de "pais". Da mesma forma, o filósofo René Descartes é chamado de pai da filosofia moderna, os ingleses, dos pais do futebol, e, assim o Hiram Abif, é chamado na Bíblia, de pai da arte de forjar [fabricar,fazer] o ouro e outros metais nobres.

E, especificamente na Maçonaria, como o “pai da construção do Grande Templo”.

Cuidado! Não confundir com a figura paterna do pai biológico, e seu(s) filho(s).

Por isto mesmo, para evitar esses acidentes, é importante ressaltar, que ao se deitar os olhos sobre um texto, deve-se fazê-lo com muita atenção. A leitura deve ser atenta e com vistas à época em que ele foi escrito. Em outras palavras, deve-se entender o que se passava naqueles anos, a história daquele povo, o perfil do autor, seus costumes, suas crenças, sua língua...[Filologia]*

Para quem tem esta preocupação e quer chegar a um bom entendimento em suas pesquisas, como nós maçons que procuramos a instrução à margem das influências das crenças religiosas, sugere-se que a faça na Bíblia de Jerusalém veja por que:

A Bíblia de Jerusalém é a edição brasileira (1981, com revisão e atualização na edição de 2002) da edição francesaBible de Jérusalem, que é assim chamada por ser fruto de estudos feitos pela Escola Bíblica de Jerusalém. De acordo com os informativos da Paulus Editora, a edição "revista e ampliada inclui as mais recentes atribuições das ciências bíblicas. A tradução segue rigorosamente os originais, com a vantagem das introduções e notas científicas”.

Essas notas diferenciais em relação às outras traduções prestam-se a ajudar o leitor nas referências geográficas, históricas, literárias, etc. Suas introduções, notas, referências marginais, mapas e cronologia — traduções de material elaborado pela Escola Bíblica de Jerusalém — fazem dela uma ferramenta útil como livro de consulta, para quem precisa usar passagens bíblicas como referência literária ou de citações.

Os exegetas[críticos] apontam que o grande diferencial da Bíblia de Jerusalém é que, além da tradução dos originais do hebraico, aramaico e grego, existe a contextualização histórica, dentro do ambiente físico, ambiental e cultural relativo à época em que cada livro foi escrito. Trata-se de uma obra que representara "a união do monumento e do documento", de acordo com Lagrange, criador da Escola Bíblica de Jerusalém, unindo assim "a arqueologia, a crítica histórica e a exegese dos textos".

A Bíblia de Jerusalém é considerada atualmente, pela maioria dos lingüistas, como um das melhores bíblias de estudo, aplicável não apenas ao trabalho de teólogos, religiosos e fiéis, mas também para tradutores, pesquisadores, jornalistas, Filósofos e cientistas sociais, independente de serem católicos, protestantes, ortodoxos ou judeus, ou mesmo de qualquer outra religião ou crença.

Assim, fica melhor não é? Afinal, podemos tentar chegar ao conhecimento sem interferências. Mãos à obra.

Entretanto, sempre é bom ter em mente, que a Fé, é individual, não precisa de provas, e não deve ser discutida ou imposta; Mesmo porque, esta seria uma missão inútil.

Em outras palavras, FÉ é FÉ! E que DEUS nos ilumine e nos dê sabedoria, para sempre saber discernir o verdadeiro do falso, o bem do mal.

Que Assim Seja


*Filologia (do grego antigo "amor ao estudo, à instrução") é a ciência que estuda uma língua, literatura, cultura ou civilização sob uma visão história a partir de documentos escritos.