segunda-feira, 21 de novembro de 2011

IDADE DAS TREVAS ?

Há de se Perguntar às Universidades!   ​

A Idade média ocorre em um período marcado pela forte influência da Igreja. A sociedade era divida em: Clero, os cultos e proprietários de imóveis e áreas de terra, oriundas de doações de reis aos conventos. E estes exerciam a religiosidade sobre a sociedade.

A classe guerreira era formada pela nobreza, que detinha também propriedades de terras, porém, recebidas por hereditariedade. E finalmente, os trabalhadores, servos, que formavam a maioria da população. ​

Quanto à ordem social e política, predominava o sistema do feudalismo baseado no sistema servil. A economia era de subsistência e se baseava no escambo. ​No que diz respeito à religião, a católica continha todo panorama religioso.

A igreja influenciava toda a sociedade, quer na forma de pensar, quer no comportamento:  Ao ponto de castigar àqueles que contrariassem seus dogmas, com o fogo da inquisição. Além disto, detinham um amplo poder econômico, exercido através da posse de inúmeras terras. ​

O ensino, inicialmente, era ministrado por sacerdotes em suas próprias casas. Em seguida ofertado nas igrejas, restrito à educação cristã. ​Apesar de ter herdado o título de “idade das trevas” caracterizada pela obscuridade e total atraso cultural, comercial..., foi neste período que houve a criação das Universidades, do parlamento, Tribunal com júri, e desenvolvimento de ciências como a Matemática, geografia... ​

Assim, as universidades surgiram pela grande necessidade de formar e capacitar profissionais para fazer frente às transformações sociais que ocorriam à época.  Eeste é apenas um dos pontos a ser reavaliado...

PREPARAR PARA O MERCADO!


A Tendência Liberal Tradicional caracteriza-se fundamentalmente por uma escola que tenta cumprir a função de preparar os alunos em dois aspectos importantes na formação do cidadão: O moral e o intelectual. Preparando o aluno dentro dos princípios morais, ou seja, ensinando-lhes os bons costumes, espera-se que ele adentre a sociedade e que viva entre seus iguais, respeitando os valores e conceitos existentes na vida prática de seus concidadãos. Desta forma haveria um convívio alicerçado na liberdade religiosa, política, racial e social...
​Por outro lado, o conhecimento transmitido, ensinado, seria o mesmo para todos. O que diferenciaria um individuo do outro, seria o esforço pessoal. Desta forma, caberia a cada um, buscar o conhecimento e aplicá-lo em sua vida profissional, garantindo seu lugar como um homem capaz.
​Em caso negativo, vendo suas tentativas frustradas, deve procurar o ensino profissionalizante.
​Já o objetivo da escola na tendência liberal renovada progressivistaé a de ajustar as necessidades do cidadão à sociedade. Em outras palavras, educar o individuo para que estabeleça uma harmonia com o meio social onde vive. Esta harmonia teria como resultado suas necessidades específicas suprimidas no ambiente social. A escola deveria cumprir sua missão de educadora, inter-relacionando o sujeito (aluno) com o objeto (conhecimento).Isto nesta escola seria realizado, construindo e reconstruindo o conhecimento, e a capacidade de conhecer do aluno, objetivando uma perfeita interação entre esta capacidade nata ao cidadão, porém desenvolvida pela escola e aplicado a estrutura do ambiente.
​Para que a organização social funcione de forma harmônica, a escola na tendência liberal tecnicista age por meio de técnicas específicas. Isto significa dizer, que o indivíduo seria integrado à sociedade, tendo seu desempenho humano, moldado para ajustar-se à máquina e seus sistemas no mundo social e globalizado.
​A escola passa a se voltar para que o aluno busque o conhecimento com base no pragmatismo. Em outras palavras, conhecimentos úteis, necessários e de aplicação prática. Deste modo, as ciências, princípios, leis... enfim, o conhecimento seria proveitoso aos alunos que, os empregaria com o objetivo de transformá-los em indivíduos capazes e competentes para o mercado trabalho.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

RECEITA DE ALFABETIZAÇÃO

Pegue uma criança de seis anos e lave-a bem. Enxugue-a com cuidado e envolva-a num uniforme, colocando-a sentadinha numa sala de aula. Nas oito primeiras semanas, alimenta-a com exercícios de prontidão. Na nona semana, ponha uma cartilha nas mãos da criança, mas tome cuidado para que ela não se contamine no contato com os livros, jornais, revistas e outros perigosos materiais impressos. Abra a boca da criança e faça com que ela engula as vogais. Quando as tiver digerido, mande-a mastigar, uma a uma, as palavrinhas da cartilha. Cada palavra deve ser mastigada no mínimo sessenta vezes, como na alimentação macrobiótica. Se houver dificuldade para engolir, separe as palavras em pedacinhos.

Mantenha a criança em banho-maria durante quatro meses, fazendo exercícios de cópia. Em seguida, faça com que ela ingira algumas frases inteiras. Mexa com cuidado para não embolar. Ao fim do oitavo mês, espete a criança com um palito, ou melhor, aplique uma prova de leitura e verifique se ela devolve pelo menos, 70% das palavras e frases engolidas. Se isto acontecer, considere a criança alfabetizada. Enrole-a num bonito papel de presente e despache-a para série seguinte.

Se a criança não devolver o que lhe foi dado para engolir, recomece a receita desde o início, isto é, volte aos exercícios de prontidão. Página 3 de 4. Repita a receita quantas vezes forem necessárias. Ao fim de três anos, embrulhe a criança em papel pardo e coloque um rótulo:  aluno renitente.

Fonte: CARVALHO, Marlene. Alfabetizar e Letrar: um diálogo entre a
teoria e a prática. Petrópolis, RJ: Vozes, 2005. p.132-133.
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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

UM CAMINHO EM QUE HÁ MUITAS PEDRAS!


           Ontem conversando com um blogueiro profissional, ele me disse que o “negócio” por aqui é postar nossas opiniões abertamente. Então vamos lá: 

          Uma amiga minha, pedagoga em uma escola pública, irritou-se com um estagiário de jornalismo que publicou uma entrevista que deu no dia dos professores. Ela explica que o entrevistador alterou e acrescentou coisas que não disse. Por exemplo o uso da palavra "pedregoso". 
          Aí vai, pela primeira vez, minha opinião informal, escrita sem muita preocupação, para a minha querida amiga:    
           "Pedregoso" é bom! Significa; “um caminho em que há muitas pedras”. E, você poderá utilizá-las da seguinte forma:
          Uma você atira no professor. Naquele que não consegue navegar na onda pragmática que domina o mundo contemporâneo, e nem tão pouco na globalização do conhecimento.           Pois é nesse panorama, que o jovem desde muito cedo, já consegue visualizar a aplicação prática de tudo o que vê. E é aí que o “cabeçudo” do professor, faz jus à pedrada. Já que não faz uso de recursos tecnológicos de áudio e vídeo, para demonstrar claramente a sólida utilidade prática, dos conceitos teóricos que aplica no quadro-verde(?).
          A segunda pedra vai diretamente para a cabeça do governador do Estado. Sim, na dele, porque é ele que não equipa a escola pública com os recursos tratados acima.

Ou então, a pedrada será pelo fato do Estado insistir em administrar a educação da forma incompetente que faz. 

          Exceção feita, caso ele seja um neoliberal; Neste caso, deve abdicar da missão de educar, cair fora e abrir espaço para a iniciativa privada. E aí! Bom, e aí vamos atirar esta pedra em outras cabeças: as nossas, (mas isto é para pensar outro dia).

          A terceira pedra será lançada nas asas da nossa reflexão.  Reflexão esta, de ordem crítica, realizada a partir do entendimento de que a busca do saber, acontece com a interação entre dois pólos, o sujeito e o objeto.

          E vale ressaltar que a condição básica para essa relação existir, reside na capacidade cognitiva do sujeito(aluno) em buscar o objeto(saber,conhecimento).

          Em outras palavras, para que este encantamento se realize, as aulas devem manter uma relação fina com a inteligência do aluno, em um ambiente fértil e que necessariamente fomente o seu interesse, alimente a sua memória, e o leve a pesquisa, reflexão e debate.

          E, resumidamente, que os facilitadores, façam uso de uma linguagem adequada ao meio educacional, respeitando as diferenças raciais, sexuais, físicas, religiosas... Enfim, que interatuem com cada um dos alunos, percebendo-os como iguais e, principalmente como estudantes e futuros cidadãos.

          A quarta, bom, a quarta, querida pedagoga, vai para o aprendiz de jornalista. Porém, não na cabeça. Nem atirada. Vamos entregar para ele, amarrada a uma pequena corda. E sugerir que carregue no pescoço. O peso deve lembrá-lo sempre da responsabilidade de sua profissão. Para que não se torne mais um jornalista imbecil, parcial, preguiçoso e burro como alguns que se apresentam todos os dias, na imprensa brasileira.

As outras pedras? Bom as outras vamos guardar. Afinal nunca se sabe o dia de amanhã!

E não me venham com aquela: “Quem nunca errou que atire a...”


sexta-feira, 16 de setembro de 2011

FILOSOFIA NAS EXPRESSÕES POPULARES!



A Filosofia, o amor pela sabedoria ou saber, é o estudo de questões relacionadas à vida, ao conhecimento, à busca pela verdade, pela moral, pela ética; Enfim, pelo entendimento do mundo e de nossas relações com ele.

Entretanto, todo esse estudo tem como base a razão. Isto significa dizer que, ao utilizar o racionalismo, quando aborda estas questões, a filosofia toma um caminho diferente de outras áreas como é o caso da religião e a da mitologia. 

Por outro lado, também se diferencia da ciência, por não utilizar em suas investigações o empirismo, característico das experiências científicas.

Assim, vamos analisar, sob esta ótica, o conceito de Filosofia quando da utilização nas expressões populares, vejamos o exemplo:
Quando o técnico de futebol diz:
 – Bem, a filosofia do nosso time é a seguinte(...)
Ele se refere aos conceitos e valores atribuídos a forma de ser do time dirigido por ele. Em outras palavras, a técnica delineada por ele para o jogo que, segundo sua visão, poderá levá-los à vitória.
Contudo, o jogo de futebol é um esporte caracterizado pela total falta de lógica, prevalecendo o fator “sorte” na determinação do resultado. Os fatores que levam um time à vitória ou a derrota, são muitas vezes, externos à vontade do técnico e de seus jogadores. Portanto, se entendemos a filosofia como: o estudo das coisas com base na razão; devemos entender a fala do técnico, apenas como uma forma de expressão lingüística.
      Deste modo, também em outras expressões populares, como o político que diz:  - A Filosofia do meu partido é(...), ou - Minha Filosofia de vida é(...). A utilização da “palavra” filosofia, tem apenas a intenção de explicar, dar sentido, traduzir oralmente os conceitos e os valores do assunto que se quer abordar e fazer entender ao interlocutor.
      Em resumo, sempre anunciando a especulação do tema proposto pelo orador, ou seja, a abordagem necessariamente teórica.

Concluindo, as semelhanças são apenas aparentes, na realidade há diferenças no conceito de Filosofia e as expressões populares relativas à Filosofia.

A FILOSOFIA PODE AJUDAR A GARANTIR MAIS CIDADANIA ?



A Filosofia propõe explicar as coisas e suas relações com o mundo. E essa explicação tem como método tentar sempre encontrar uma explicação racional. Busca conhecer e observar a verdade. Sua principal ferramenta é então a observação filosófica seguida da reflexão crítica. E isto significa postura intencional, coerente e dirigida às investigações do mundo e nossas relações com ele.

Assim acontece na educação, ela faz entender ao aluno a importância de se questionar as coisas e da postura socrática, do nada saber, que motiva a busca do conhecimento e da verdade. A atitude de quem estuda e procura o saber é a atitude do observador que volta atrás, retrocedendo e voltando-se para si mesmo, examinando com cuidado e atenção.
Portanto, é possível sim, que a Filosofia interagindo com programas e práticas educativas, ajude a garantir mais cidadania.
Interação a ser realizada através da participação em programas culturais como: seminários, conferências, cursos, aulas, debates, pesquisas e o estudo ordenado e sistêmico.  
Em outras palavras, ao trabalhar a capacidade cognitiva do aluno-cidadão, ao garantir o seu envolvimento com o conhecimento, e despertar a sua postura investigativa e de reflexão filosófica, desenvolver-se-á o seu desejo de envolvimento e de participação com as questões da polis. Logo garantindo mais cidadania.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

A ÁGUIA E A GALINHA de James Aggrey.


A FÁBULA DA ÁGUIA E DA GALINHA
Esta é uma história que vem de um pequeno país da África Ocidental, Gana, narrada por um educador popular, James Aggrey, nos inícios deste século, quando se davam os embates pela descolonização.

"Era uma vez um camponês que foi à floresta vizinha apanhar um pássaro para mantê-lo cativo em sua casa. Conseguiu pegar um filhote de águia. Colocou-o no galinheiro junto com as galinhas. Comia milho e ração própria para galinhas. Embora a águia fosse o rei/rainha de todos os pássaros.

Depois de cinco anos, este homem recebeu em sua casa a visita de um naturalista. Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista:
– Esse pássaro aí não é galinha. É uma águia.
– De fato – disse o camponês. É águia. Mas eu a criei como galinha. Ela não é mais uma águia. Transformou-se em galinha como as outras, apesar das asas de quase três metros de extensão.
– Não – retrucou o naturalista. Ela é e será sempre uma águia. Pois tem um coração de águia. Este coração a fará um dia voar às alturas.
– Não, não – insistiu o camponês. Ela virou galinha e jamais voará como águia.

Então decidiram fazer uma prova. O naturalista tomou a águia, ergueu-a bem alto e desafiando-a disse:
– Já que você de fato é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, então abra suas asas e voe!

A águia pousou sobre o braço estendido do naturalista. Olhava distraidamente ao redor. Viu as galinhas lá embaixo, ciscando grãos. E pulou para junto delas.

O camponês comentou:
– Eu lhe disse, ela virou uma simples galinha!
– Não – tornou a insistir o naturalista. Ela é uma águia. E uma águia será sempre uma águia. Vamos experimentar novamente amanhã.

No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no teto da casa. Sussurrou lhe:
-Águia, já que você é uma águia, abra suas asas e voe!

Mas quando a águia viu lá embaixo as galinhas, ciscando o chão, pulou e foi para junto delas.

O camponês sorriu e voltou à carga:
– Eu lhe havia dito, ela virou galinha!
– Não – respondeu firmemente o naturalista. Ela é águia, possuirá sempre um coração de águia. Vamos experimentar ainda uma última vez. Amanhã a farei voar.

No dia seguinte, o naturalista e o camponês levantaram bem cedo. Pegaram a águia, levaram-na para fora da cidade, longe das casas dos homens, no alto de uma montanha. O sol nascente dourava os picos das montanhas.

O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe:
– Águia, já que você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, abra suas asas e voe !

A águia olhou ao redor. Tremia como se experimentasse nova vida. Mas não voou. Então o naturalista segurou-a firmemente, bem na direção do sol, para que seus olhos pudessem encher-se da claridade solar e da vastidão do horizonte.

Nesse momento, ela abriu suas potentes asas, grasnou com o típico kau-kau das águias e ergueu-se, soberana, sobre si mesma. E começou a voar, a voar para o alto, a voar cada vez para mais alto. Voou... voou.. até confundir-se com o azul do firmamento... ".

Referência

BOFF, Leonardo. A águia e a galinha. Uma metáfora da condição humana. Petrópolis, RJ: Vozes, 2009.
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Interpretando, sob o nosso ponto de vista:

"E A LUZ FOI DADA AO NEÓFITO!"

Esta fábula, e em particular as inferências efetuadas pelo naturalista, me remete ao ensinamento do filósofo Sócrates, contido na frase em latim: “Nosce Te Ipsum”. Esta expressão significa “Conhece-te a ti próprio”, e foi encontrada inscrita em uma das pareces do templo de Apolo, na cidade de Delfos, na Grécia. Ela ensina que está dentro de cada um de nós as respostas para as questões mais particulares; como neste caso, a questão da existência: a eterna pergunta, QUEM SOU EU?

Refletindo um pouco mais, observando o camponês, lembro-me dos anos da ditadura militar no Brasil, quando o curso de Filosofia foi banido dos currículos das universidades brasileiras e a disciplina excluída das escolas públicas do ensino fundamental e médio.

Nesta fábula, o camponês, é mostrado como aquele ditador, cujo método de governo, centra-se na estratégia de que, para manter o povo sob seu domínio, é necessário afastá-lo de toda e qualquer informação que possa vir a esclarecê-lo, quanto aos seus direitos. O que seguramente aconteceria, a partir da reflexão filosófica, aplicada à busca pelo conhecimento.

Ao contrário, o trabalho do naturalista, de origem socrática, esforça-se para conduzir a Águia que se acha Galinha, a conhecer-se e a exercer seu lugar no mundo onde vive. Um lugar, muito acima dos terreiros do camponês, no alto, no espaço, alçado por sua capacidade natural de voar.

Entretanto, encoberta pela vida de acéfalo que passa a maior parte de sua existência a segurar minhocas na boca, ela refuta em seguir os ensinamentos do naturalista.

Enfim, a partir de algumas tentativas fracassadas, o educador James Aggrey, finalmente busca no símbolo do Sol, que a milhares de anos, simboliza a luz da verdade, uma forma efetiva de transformação da pobre ave.

O naturalista, a segura firmemente em suas mãos e aponta-a para o Sol. Este gesto faz com que ela contemple a luz inebriante do maior astro de nosso mundo e perceba finalmente o que na verdade é: o símbolo da força, da grandeza e da majestade no mundo animal.

Concluindo, o trabalho do naturalista aponta o caminho que deve tomar o mestre. Caminho este que deve motivar o aprendiz, ao estudo, pesquisa, debate e a reflexão filosófica. Este caminho deve criar uma interface de si com o mundo exterior, proporcionando a busca autêntica pelo conhecimento.

E claro, bem distante de se tornar um camponês em um ambiente que exclua a liberdade de SER e SABER!


quinta-feira, 30 de junho de 2011

FALANDO EM EDUCAÇÃO (4) - Agora à Distância


EaD - A Revolucionária Aplicação de uma Antiga Idéia!

Permita-me,  inicialmente, rever a Pedagogia Liberal Tradicional. 
O Papel dessa escola é a comunicação de conhecimentos universais, com o objetivo do preparo intelectual e moral, de seus alunos, visando posicioná-los na sociedade.

No entanto, o caminho escolhido pelo Professor para o ensino, é o de “mão-única”, aquele em que, o mestre coloca-se no centro do “tabuleiro”, considera-se como detentor de todo o conhecimento, e por isto mesmo, age como o único transmissor. Por outro lado, o aluno, tem a missão de receber toda a informação e a obrigação de memorizá-la, sem o direito de questioná-la ou debatê-la.

Esse método de ensino, centralizador é caracterizado pela simples exposição, aplicação de exercícios e leituras de conteúdos que devem ser obrigatoriamente decorados.

Estas respostas têm como base os conteúdos memorizados, bastando que ele, nas avaliações, reproduza os conteúdos que decorou. Estas avaliações têm como objetivo escolher aqueles que poderão ir em frente.
A Pedagogia Liberal Tradicional, ainda é vista em alguns colégios, principalmente da rede pública e traz sobre as suas costas a arrogância da concepção magistrocêntrica, e, ao mesmo tempo, a ingenuidade, demonstrada na presunção daqueles educadores que consideram o conhecimento, um objeto que pode ser arremessado, atirado, ou para utilizar um jargão popular: “enfiado-goela abaixo”;
Lamentavelmente, acabam por resumir a arte de ensinar, a um ato que repousa muito mais na disciplina, do que na busca do entendimento pelos caminhos do estudo, debate, reflexão e introspecção, realizada individualmente e a partir do mestre que inspira, serve de exemplo e encanta.
Assim, retornando a EaD, o que temos de ação pedagógica é algo muito próximo da Escola Nova, pois sua proposta era adequar o ambiente escolar à aprendizagem, seguindo o lema, “aprender fazendo”, que privilegia as aulas práticas e a experiência do aluno em primeiro plano. Já o professor, afasta-se do centro do ensino e somente supervisiona as atividades dos alunos que trabalham em grupo, e constroem suas idéias. Ao contrário da Escola Tradicional, o professor não é mais o transmissor de conhecimento, mas sim o coordenador do estudo e pesquisas dos alunos, que buscam descobrir o conhecimento de forma autônoma.
BINGO! Acrescente-se a essa definição a rede mundial de computadores, um ambiente virtual de aprendizado criado a partir do advento da “Interação Intelectual” e o conceito descrito por Hoffman e Mackin, surgido em 1996, com a nova Educação à Distância:
A incorporação crescente das novas tecnologias da informação e comunicação ao processo ensino - aprendizagem, vem tornando essa modalidade educacional mais extensiva em público e audiência, rompendo barreiras culturais, de língua, aprender, e de realizar as interações necessárias entre "aprendiz/interface, aprendiz/conteúdo, aprendiz/professor, aprendiz/aprendiz".
Hoffman & Mackin. (1996)
Este parágrafo, no que diz respeito as principais ferramentas, remete àquelas que interligam o aprendiz ao EVA, aos livros didáticos (físicos e digitais), ao professor (agora mediador e não mais um mero transmissor de conteúdos) e, a importante relação do aprendiz com ele próprio, que nos leva ao ensinamento Socrático do “Nosce te Ipsum, o conhece-te a ti mesmo.
A menção acima de Hoffman e Mackin, fala por si só, esclarece e fundamenta a importância da Educação à Distância e enobrece a participação HISTÓRICA de todos os envolvidos neste processo (novo e revolucionário), aplicado a mais antiga e essencial procura do homem: A BUSCA PELO CONHECIMENTO!

quinta-feira, 26 de maio de 2011

VIAJAR NO TEMPO: QUESTÃO DE DINHEIRO, NÃO DE FÍSICA.

Há muitos anos o tema fascina cientistas e escritores de ficção

científica, que propõem métodos para deslocar-se a diferentes períodos. Um exemplo é a trilogia "De volta para o futuro " que através do De Lorean, permite os protagonistas chegarem a qualquer ponto no tempo.

Conquanto muitos dos elementos mostrados no cinema estão afastados da realidade; especialistas no tema contam com vários argumentos e teorias para realizar a primeira viagem no tempo.

Ronald Mallet, professor de física da Universidade de Connecticut, vem trabalhando durante vários anos em uma máquina especial para conseguir este tipo de deslocações. De acordo com declarações feitas pelo pesquisador, o mecanismo deverá emitir raios laser que igualam o calor gerado pelo núcleo do sol
, disparando simultaneamente múltiplos raios formando um cilindro de luz que abra um caminho ao passado.

O catedrático da Universidade Washington, John Cramer, trabalha também em seu próprio aparelho para realizar estas viagens. Sua intenção é criar um modelo onde se mostre que duas partículas subatômicas procedentes de uma maior, podem entrelaçar-se transmitindo informação entre si, independentemente do tempo e espaço. Isto poderia ser a chave para retroceder ou avançar meses ou anos.

Outro dos físicos que tem criado seu método é o britânico Paul Davis, que após analisar a teoria sobre a manipulação do espaço-tempo proposta por Albert Einstein e posteriormente Amos Ori, concluiu que para poder viajar no tempo é necessário que dois buracos negros se unam entre si para criar um
buraco de minhoca que criaria um portal entre passado e futuro.

Também, o cientista Stephen Hawking já pensou em três possíveis rotas para chegar ao passado ou futuro. A primeira delas seria mediante o uso do colisor de hádrons que serviria como guia para criar um trem, que se deslocaria quase à velocidade da luz abrindo uma porta para o futuro.

O físico britânico assegura que outra forma de fazê-lo é criando buraco de minho
; ou bem, mediante um buraco negro e utilizando uma nave especial. Hawking concluiu que a única limitante da humanidade é o dinheiro e não a física, pois cada um dos métodos requer o investimento de bilhões de dólares.

Leia mais em: Viajar no tempo: questão de dinheiro, não de física - Metamorfose Digitalhttp://www.mdig.com.br/index.php?itemid=11868#ixzz1NT7jtCPD

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Stephen William Hawking, CH, CBE, FRS, FRSA (Oxford, 8 de janeiro de 1942[1]) é um físico teórico e cosmólogo britânico e um dos mais consagrados cientistas da atualidade. Doutor em cosmologia, foi professor lucasiano de matemática na Universidade de Cambridge (posto que foi ocupado por Isaac Newton)[2]. Depois de atingir a idade limite para o cargo, tornou-se professor lucasiano emérito daquela universidade.[3]

Hawking tem uma distrofia neuromuscular, semelhante à esclerose amiotrófica lateral, cuja condição se agravou ao longo dos anos, e o deixou quase que completamente paralisado.

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quarta-feira, 18 de maio de 2011

O QUE OS MAÇONS ACHAM: O ENSINO SUPERIOR DEVE FORMAR TAMBÉM O CIDADÃO?

Esta pergunta me foi feita por um estudante universitário.

Vale aqui, uma pequena retrospectiva da história da educação no Brasil:

A Escola Nova, [proposta na década de 70] não se contrapôs ao sistema político e econômico praticado no Brasil, e traça seu plano de trabalho na educação, visando os interesses do capitalismo.

Outra característica importante foi e ainda é o papel da escola, enquanto integralizadora do indivíduo na sociedade; apesar de não tentar reformulá-la, mantendo-se o regime capitalista predominante até os dias de hoje.

Desta forma, a Escola Nova, não substituiu a escola tradicional e manteve a essência da pedagogia liberal, que coloca a escola na posição de preparadora dos indivíduos para cumprir papéis sociais, adaptando-se, porém, as regras vigentes na sociedade que não leva em conta a desigualdade de condições e mesmo assim difundi a idéia de igualdade de oportunidades.

Precisamente por isto, prevalecem os diferentes tipos de educação, dividida em ensino público e particular; o primeiro preparando o aluno na educação elementar e o capacitando para o trabalho como característica da pedagogia liberal; e o segundo, o ensino dito “elitizado” com base na educação cultural e que conta com maiores recursos traduzidos em laboratórios, oficinas, professores mais capacitados e ambientes que possibilitem as atividades práticas e em grupo.

Com isto, conseguem potencializar as qualidades individuais de seus alunos, preparando-os para se tornarem empreendedores e novos líderes.

Entretanto, vale repetir: respeitando e se adaptando ao ambiente sócio-econômico predominante na sociedade capitalista.

Acredito que a solução está na diferença entre o aluno e o estudante. Enquanto o primeiro prepara-se para aquilo que lhe tentam ensinar o outro de “olhos abertos” aprende pelo exercício da pesquisa e do estudo, indagação e crítica, e voltar-se-á para a educação e a cultura, de cunho filosófico. Estes sim, os verdadeiros pilares do cidadão que devidamente formado ocupará o seu lugar na sociedade social e política. Exercendo finalmente, todos os direitos e deveres que lhe cabem pela Constituição.

Isto posto, e em resposta a questão levantada pelo jovem universitário, devo dizer que: tendo como referência a minha formação em educação, somada as idéias da maçonaria de transformar homens bons em melhores, verdadeiros "Construtores Sociais", e equalizando essas idéias à realidade praticada no dia-a-dia de nosso país... SIM!

O ensino superior deve formar o cidadão, refletido em uma ação integradora entre técnica-ética-cidadania, que dentre os seus direitos garantidos, também tem aquele de estar apto para o mercado de trabalho. E que por esta simples razão, não podem ser valores excludentes. Ao contrário, são circulares e se completam.