terça-feira, 14 de julho de 2009

NÓS SOMOS O MUNDO


"Vem um tempo quando nós ouvimos uma chamada certa Quando o mundo precisa ir junto como um Há pessoas morrendo Oh, e é o tempo de dar uma mão para a vida O maior presente de todos Nós não podemos continuar fingindo dia após dia De que alguém, em algum lugar irá logo fazer a diferença Nós somos parte da grande e maravilhosa família de Deus E a verdade, você sabe, amor é tudo o que a gente precisa

Nós somos o mundo, nós somos as crianças Nós somos aqueles que fazem um dia iluminado Então vamos começar a dar Existe a escolha que estamos fazendo Que estamos salvando nossas próprias vidas É verdade que estamos fazendo um dia melhor Só eu e você"

Escrito e composto por Michael Jackson e Lionel Ritchie. Em 1985 para a campanha contra a fome na Etiópia.Título em inglês: WE ARE THE WORLD.
Tradução em :
http://vagalume.uol.com.br/michael-jackson/we-are-the-world-(traducao).html
Para ouvir em:
http://www.youtube.com/watch?v=WmxT21uFRwM
Esta bela canção foi cantada por grandes personalidades do mundo musical. Ouvida por milhões de pessoas e perpetuada pela tecnologia de gravação de áudio e vídeo, inventada pelos homens. Os mesmos homens que matam, por não ajudarem a viver. Os mesmos homens que se entregam às lágrimas durante as imagens da fome e da morte, mas que, permanecem imóveis com relação aos seus semelhantes, procurando a sua própria felicidade.
Um ponto importante exige maiores reflexões. O que é a felicidade? O Filósofo Aristóteles dizia que ela deveria ir além do princípio do prazer. Explicava que, se ela provem de um prazer encontrado em objetos externos, como os bens materiais, ou como neste caso, em uma bela melodia, ela é uma ilusão. Pois, ao nos serem retirados esses objetos, a felicidade imediatamente transforma-se em dor. Pode-se ler em sua Ética a Nicômaco: (...) Trata-se de um estado intermediário, porque nas várias formas de deficiência moral há falta ou excesso do que é conveniente tanto nas emoções quanto nas ações(...)
Pelo que se sabe, esse clip e o disco gravado arrecadaram cerca de U$ 55 milhões para a formação de um fundo no combate a fome. E sabe-se também que, não foi o bastante para solucionar e eliminar esta triste realidade.
A eudaimonia Aristotélica está diretamente ligada à virtude e, esta certamente é encontrada nas boas ações. Talvez por isto a arte pareça tão inocente na busca pela felicidade. Portanto, fica a questão:
Será que temos o direito de pedir perdão, por tantas emoções e por tão poucas ações ? Ou sejamos francos - por NADA ?

sexta-feira, 26 de junho de 2009

O MITO DE ER

Existimos neste planeta e vivemos cada qual sua vida, inserida em uma sociedade complexa e diversa. E algo chama particularmente a nossa atenção: curiosamente apesar de pertencermos há uma única espécie - a dos humanos – e coexistirmos apesar de todas as nossas diferenças raciais, sociais, políticas e religiosas - para citar apenas algumas - há uma semelhança intrigante entre nós:

Alguns homens se sentem atraídos pelo mundo inteligível e outros não. Por quê?

Veja a explicação do filósofo grego Platão, através do Mito de ER, ou do Mito da Reminiscência:

Segundo o que narra o discípulo de Sócrates, o pastor Er, da Panfília, é conduzido pela deusa até o Reino dos Mortos. Lá, ele encontra as almas dos mortos tranqüilamente contemplando as idéias. Necessitando reencarnar-se, as almas escolherão a nova vida que se apresentará na Terra. A escolha pela nova vida terrena é livre. Após a escolha, são levados até às margens do Rio do Esquecimento (Léthe).

As almas que escolheram uma vida de poder, domínio, fortuna, vaidade, glória, notoriedade, prazeres, bebem muita água, o que as leva a esquecer as idéias que contemplaram no Reino dos Mortos. As almas daqueles que elegeram por viver com sabedoria, bebem pouca água e por isso, na vida terrena, vão lembrar-se das idéias que contemplaram. Portanto, alcançarão, na vida terrena, o verdadeiro conhecimento. Vão procurar a verdade, vão amar o conhecimento. E sentirão atração pelo mundo das idéias, pelo fato de ainda se lembrarem dele e a ele desejarem retornar; Isto se dá por acreditarem na imortalidade da alma.

Caro irmão leitor, é este último grupo de pessoas que se sente atraído pela nossa instituição, e cabe à cada um de nós saber identificar aquele que
bebeu pouco das águas do Rio Léthe, pois é ele que poderá compreender a nossa busca pelo conhecimento e pela verdade. É a ele que poderemos chamar de homem-maçom e de irmão, (claro, atendendo o belo e profundo simbolismo do mito do Filósofo...)


OBS.: Para entender mais sobre as idéias de Platão, leia a Obra "A República". Trata-se das idéias do filósofo para fundar uma cidade perfeita, tendo como base a Justiça. O mundo ocidental foi inspiado nessa obra e claro serviu de modelo também para a criação de nossa instituição.( A MRGLSC tem um exemplar em sua biblioteca.)

terça-feira, 19 de maio de 2009

A ARTE DE LER E ESCREVER UMA "PEÇA DE ARQUITETURA"


 INSTRUÇÃO
Imagine-se conduzindo um Ap.'.M.'. em uma visita pelo Templo; Você vai caminhando e dizendo: Estas são as CCol.'. SSol.'., este é o Norte, esta é a P.'.B.'.; este é o L.'.L.'. o Comp.'. e o Esq.'.; este é o Or.'., esta é a P.'.P.'., e por aí fora...No fim da visita, você teria mostrado tudo a ele no T.'.. Imagine agora se esse Ir.'.Ap.'.M.'., ao final da visita e ao se despedir, agradecesse e dissesse: "Muito obrigado, você me mostrou o Templo todo! Mas, não me mostrou a Maçonaria"

Uma leitura maçônica é interna, no sentido de possuir uma linguagem interna à maçonaria, apesar de não ser estranha fora dos Templos Maçônicos, já que é extraída da cultura desenvolvida pelo homem ao longo da história da humanidade. Mas, o sentido dado aos símbolos e instrumentos Maçônicos, é que transforma tais “signos” comuns em mensagens esotéricas que são simplesmente fantásticas e não só inerentes à nós aprendizes de maçonaria, mas à todos que se interessam pelo conhecimento.

Nossas instruções clássicas, pretendem especializar e ensinar seus leitores, nos conceitos maçônicos desenvolvidos e explorados nos últimos trezentos anos.

Entretanto, é claro, que nem mesmo em uma instituição tão antiga, os conceitos, que permanecem escritos de forma idêntica há tantos anos, são interpretados da mesma forma por todos. O motivo é a arte de LER, e como ler nunca é ler apenas palavras, mas o que se esconde por trás delas, a arte de interpretar é ponto fundamental para o bom entendimento.

Quem já não necessitou ser extremamente cuidadoso com a leitura de um texto para encontrar o que realmente queria dizer o escritor? Em um dos programas do Jô, exibido pela televisão, o escritor Mário Prata, criticou o vestibular de uma universidade paulista, por ter apresentado uma questão aos candidatos, onde pedia para o candidato Ler, Analisar e Relatar a visão do cronista sobre um texto de sua autoria. Imaginem que ele declarou ao Jô Soares seu espanto ao verificar a resposta correta que os organizadores apontavam para a questão, dizendo:

“Jô, nem eu sabia que era aquilo que eu queria dizer”.

Uma boa dica é usar e abusar da Etimologia, que é a ciência do étumos, do real. Isso significa que há o real da palavra, que ela possui uma história, que você pode descobrir pesquisando o significado real da(s) palavra(s). Em resumo, você estará decriptando o real por trás do texto.

E lembre-se, ler um texto maçônico consiste em construir outro texto, e uma boa forma é anotar conceitos, comentários importantes, etc... Que certamente ajudarão no momento de construir a sua “Peça de Arquitetura”.

OBS.: Nunca é demais o antigo e apropriado cuidado com a escolha da bibliografia.
Visite a Biblioteca existente no nosso Templo. E consulte o Mestre bibliotecário.

terça-feira, 12 de maio de 2009

OS MAÇONS E SEUS TEMPLOS



Foto: Templo maçônico em Tokyo. Albert Camus, Já disse que as grandes idéias vem ao mundo mansamente, como pombas. Talvez, então, seja por isto que nós homens-maçons paramos por algumas horas em sessões semanais nos nossos Templos, e ouçamos com atenção, em meio as atribulações do cotidiano, uma silenciosa mensagem, nos transmitida por nossos símbolos e alegorias.Suavemente ela nos faz acordar para a vida, refletida na esperança da igualdade e da fraternidade.Nossa organização constituída oficialmente há 300 anos, assume uma identidade própria, que a torna destacada das pessoas que a fundaram e mesma daquelas que são seus componentes.Contudo, ela é revivificada por milhões de Macons, cujos atos e trabalhos, diariamente, vivenciam a verdade, sempre ameaçada, ao longo da história da humanidade.Nós cremos, que individualmente, a partir da vitória sobre nossas paixões e do controle de nossa vontade, possamos auxiliar na árdua construção social do mundo onde vivemos.E, rogamos ao Grande Arquiteto do Universo, que os símbolos gravados em nossos Templos, possam alimentar o esforço de cada um, nesta proposta de reflexão por parte de todos os homens, independente de suas religiões, para que se esforcem na tarefa de conhecer nossa teoria social, coletivamente muito importante, e que este gesto expresse e alimente os nossos esforços por um mundo melhor e mais fraterno.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

OS ARQUIVOS ”PPS" E SUAS ASNEIRAS!



Eu como qualquer jovem estudante, fui e ainda sou apaixonado, pelo que representou e ainda representa o cientista Albert Einstein (1879-1955) para o mundo da física; suas idéias sobre a relatividade povoam até hoje a imaginação de todos nós.

Infelizmente, li novamente num desses arquivos .pps, - que irritantemente circulam pela INTERNET - a grande besteira, de que, ele teria inventado a bomba atômica e que era um ateu convicto.

Conversa fiada. Foram os norte-americanos que utilizaram as suas descobertas sobre o átomo, para construir a bomba. A outra afirmação de que era Ateu, deve ser mais bem explicada:   Ele realmente abandonou a fé judaica e a crença em Deus quando aprofundou-se no estudo da força presente na matéria.

Entretanto, quando os norte-americanos usaram o resultado de suas pesquisas para construir a bomba atômica e utiliza-la para destruir a vida humana, sua decepção com o ser humano e com a sua inabilidade, para fazer bom uso do conhecimento científico, em prol do bem da humanidade, foi tão grande que, ele passou a crer em Deus novamente.

Einstein morreu convicto de que existe, para as questões da existência humana, uma resposta maior e que vai muito além da ciência. Estas duas afirmações
provam sua convicção:


“Quanto mais acredito na ciência,
mais acredito em Deus”

e O universo é inexplicável sem Deus!” (In HEERDT-BESEN-COPPI)

sábado, 11 de abril de 2009

TEMPLO DE SALOMÃO


Sábio não é a pessoa que não erra, não se frusta e nem sofre perdas, mas é aquela que aprende a usar suas dificuldades como alicerce da sua sabedoria. Augusto Cury



sábado, 4 de abril de 2009

A RAZÃO - ERASMO DE ROTERDAM

”No presente, o homem se faz através da posse da razão Se as árvores e bestas selvagens crescem os homens, creia-me, moldam-se. Os que antigamente viviam em bosques, guiados pelas meras necessidades e desejos naturais, sem leis que os dirigissem e organizassem em comunidades, estavam mais próximos dos animais selvagens do que dos homens. Pois, pode-se demonstrar que não existe animal mais selvagem ou perigoso do que um homem que sempre atue por ambição, desejo, ira, inveja, ou mau gênio. Donde se pode concluir que aquele que não permite que seu filho seja instruído de forma conveniente, não é homem, nem filho de homem...A natureza, ao dar-nos um filho, vos presenteia com uma criatura rude, sem forma, a qual deveis moldar para que se converta em um homem de verdade. Se este ser moldado se descuidar, continuareis tendo um animal. Se, ao contrário, ele se realizar com sabedoria, eu poderia quase dizer que resultaria em um ser semelhante a Deus" - Erasmo de Roterdam

Humanista holandês (1469-536), Erasmo foi uma das figuras marcantes do Renascimento. Conservou, não obstante, a característica medieval de escrever em Latim e não em sua própria língua, o que o teria colocado ao lado dos grandes “fundadores do idioma”, como Dante e Petrarca, Chaucer, Camões, Lutero... Dentre seus contemporâneos citam-se Maquiavel, Leonardo da Vinci, Michelangelo, Rafael, Lutero, Zwinglio, Paracelso, Rabelais, Calvino... Ordenado sacerdote, obteve do Papa Júlio II a dispensa dos votos e lançou as bases de uma nova teologia, fundada nos evangelhos. Com o início da Reforma, recusou-se a tomar o partido de Lutero, com o qual, depois de uma disputa de idéias, acabou rompendo definitivamente. Erasmo criticava igualmente a pretensão dos protestantes e a arrogância dos católicos. Acreditava no espírito tolerante e no amor ao conhecimento.

Nota: Pesquise na Internet e leia algumas de suas idéias, como no artigo: ASSIM FALOU A LOUCURA. Um dos sites: http://pt.shvoong.com/humanities/483644-elogio-da-loucura/

A IDÉIA ERA O HOMEM NO CENTRO DE TUDO

Os ideais do humanismo renascentista propõem o antropocentrismo; que é a idéia de o homem ser o centro de tudo. Isto se opunha ao teocentrismo, que era a idéia de que “Deus estava no centro de tudo”. Portanto, o humanismo renascentista encontrava-se centrado nos valores humanos. Caracterizava-se pela valorização do espírito humano e por um grande interesse focado na redescoberta de obras clássicas e literárias greco-romanas. Neste contexto, a escrita sobre a razão, de Erasmo de Roterdam, apresentada acima, expressa perfeitamente os ideais do humanismo renascentista, pois, ele anuncia nitidamente sua preocupação com a constante educação do homem, com base na sabedoria e na reflexão. Afirma, inclusive, que esta conduta poderá vir a tornar o homem um ser semelhante a Deus. Note-se que com esta afirmação, ele propõe a substituição clara de Deus pelo homem, afastando a grande influência religiosa exercida no homem medieval, que olhava o mundo e a natureza sempre tendo como referência Deus. O homem se descobre como um ser especial e com autonomia. E é através das idéias de Erasmo de Roterdam, que lhe é apresentada uma proposta de profunda reforma, utilizando como única arma a razão humana. Ele a exalta como aquilo que há de mais importante no homem e o inspira a repensar seus valores e os do mundo onde vive, de uma forma diferente e revolucionária.

Imagem acima: Homem Vitruviano (desenho de Leonardo da Vinci).

quarta-feira, 25 de março de 2009

A IGREJA DEVE SE ADAPTAR AO MUNDO ATUAL?













Do total de entrevistados, 60% responderam que de alguma forma percebem a manifestação do sagrado em suas vidas; são casados, com filhos e com idade superior a 50 nos e já viveram algum tipo de trauma em suas vidas. Os 40% que responderam que não, são jovens e solteiros e declararam jamais terem vivido qualquer situação de trauma em suas vidas.

Isto nos remete a Seção 1 – As situações-limite do viver humano e a crise das produtoras de sentido. No livro didático da UNISUL: Experiência do Sagrado e Religião. A partir da fala do pensador de religião e escritor Frei Beto, o autor do livro afirma que, a religião aparece como uma espécie de pronto-socorro para aqueles que quebraram a cara.


Observe-se que 100% responderam que tem religião e no mesmo livro didático, pg. 40, Joaquim Wach, recorrendo a uma imagem, explica que a religião não é um ramo, mas o tronco da árvore. Isto significa que a religião traz em seu formato, a sistematização de caráter normativo e educador sobre o entendimento do divino, trazendo em si, as formas de entendimento e de relação com o sagrado.

Mesmo assim, somente 20% declararam freqüentar a igreja, fazendo valer as palavras de (MOREIRA-ZICMAN, op.cit, pg.46) apontadas na página 38 do Livro Didático, quando diz que existe um ponto decisivo na relação dos crentes com a instituição religiosa, porque
ela não atende as necessidades das pessoas e não as ajuda mais a se relacionarem bem com o seu mundo, a sua vida e a sua realidade.

Ainda na síntese da seção 1, pode-se ler que os autores observam que a crise das religiões não extinguiu as experiências do sagrado e, que estas permanecem. Note-se que os entrevistados que constituíram uma família, apontam experimentar o sagrado em suas vidas, avalizando a fala do filósofo Luc Ferry, que se declarou surpreendido por novas expressões do fenômeno do sagrado, como A FAMÍLIA.

Obs.:Síntese de pesquisa que realizei para apresentação no curso de Bacharelado em FILOSOFIA, na UNISUL-Universidade Sul de Santa Catarina.

segunda-feira, 23 de março de 2009

QUEM PEDE A PALAVRA ? - IV


Errar é resultado de raciocinar mal com base em dados corretos ou raciocinar bem com base em dados falsos. Ao primeiro Othom M. Garcia, chama de vício de forma e ao segundo vício de matéria.
Diz também, que apesar de encontrarmos raciocínios errados no sofisma quanto na falácia, a diferença é que no sofisma há a intenção de enganar, enquanto que no raciocínio falacioso há uma falha lógica de argumento involuntária.
Conhecer e detectar um raciocínio falacioso são necessidades prioritárias, já que é amplamente utilizado em nossa sociedade, principalmente na política e na religião. Ele permite que se faça um pronunciamento, que superficialmente aparente ser verdadeiro, mas que após exposição aos recursos da lógica, acaba demonstrando a falta de conhecimento e de enganos na formação do discurso.