
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
FILOSOFIA NAS EXPRESSÕES POPULARES!

A FILOSOFIA PODE AJUDAR A GARANTIR MAIS CIDADANIA ?

segunda-feira, 4 de julho de 2011
A ÁGUIA E A GALINHA de James Aggrey.

Depois de cinco anos, este homem recebeu em sua casa a visita de um naturalista. Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista:
– Esse pássaro aí não é galinha. É uma águia.
– De fato – disse o camponês. É águia. Mas eu a criei como galinha. Ela não é mais uma águia. Transformou-se em galinha como as outras, apesar das asas de quase três metros de extensão.
– Não – retrucou o naturalista. Ela é e será sempre uma águia. Pois tem um coração de águia. Este coração a fará um dia voar às alturas.
– Não, não – insistiu o camponês. Ela virou galinha e jamais voará como águia.
Então decidiram fazer uma prova. O naturalista tomou a águia, ergueu-a bem alto e desafiando-a disse:
– Já que você de fato é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, então abra suas asas e voe!
A águia pousou sobre o braço estendido do naturalista. Olhava distraidamente ao redor. Viu as galinhas lá embaixo, ciscando grãos. E pulou para junto delas.
O camponês comentou:
– Eu lhe disse, ela virou uma simples galinha!
– Não – tornou a insistir o naturalista. Ela é uma águia. E uma águia será sempre uma águia. Vamos experimentar novamente amanhã.
No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no teto da casa. Sussurrou lhe:
-Águia, já que você é uma águia, abra suas asas e voe!
Mas quando a águia viu lá embaixo as galinhas, ciscando o chão, pulou e foi para junto delas.
O camponês sorriu e voltou à carga:
– Eu lhe havia dito, ela virou galinha!
– Não – respondeu firmemente o naturalista. Ela é águia, possuirá sempre um coração de águia. Vamos experimentar ainda uma última vez. Amanhã a farei voar.
No dia seguinte, o naturalista e o camponês levantaram bem cedo. Pegaram a águia, levaram-na para fora da cidade, longe das casas dos homens, no alto de uma montanha. O sol nascente dourava os picos das montanhas.
O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe:
– Águia, já que você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, abra suas asas e voe !
A águia olhou ao redor. Tremia como se experimentasse nova vida. Mas não voou. Então o naturalista segurou-a firmemente, bem na direção do sol, para que seus olhos pudessem encher-se da claridade solar e da vastidão do horizonte.
Nesse momento, ela abriu suas potentes asas, grasnou com o típico kau-kau das águias e ergueu-se, soberana, sobre si mesma. E começou a voar, a voar para o alto, a voar cada vez para mais alto. Voou... voou.. até confundir-se com o azul do firmamento... ".
Referência
BOFF, Leonardo. A águia e a galinha. Uma metáfora da condição humana. Petrópolis, RJ: Vozes, 2009.
Esta fábula, e em particular as inferências efetuadas pelo naturalista, me remete ao ensinamento do filósofo Sócrates, contido na frase em latim: “Nosce Te Ipsum”. Esta expressão significa “Conhece-te a ti próprio”, e foi encontrada inscrita em uma das pareces do templo de Apolo, na cidade de Delfos, na Grécia. Ela ensina que está dentro de cada um de nós as respostas para as questões mais particulares; como neste caso, a questão da existência: a eterna pergunta, QUEM SOU EU?
Refletindo um pouco mais, observando o camponês, lembro-me dos anos da ditadura militar no Brasil, quando o curso de Filosofia foi banido dos currículos das universidades brasileiras e a disciplina excluída das escolas públicas do ensino fundamental e médio.
Nesta fábula, o camponês, é mostrado como aquele ditador, cujo método de governo, centra-se na estratégia de que, para manter o povo sob seu domínio, é necessário afastá-lo de toda e qualquer informação que possa vir a esclarecê-lo, quanto aos seus direitos. O que seguramente aconteceria, a partir da reflexão filosófica, aplicada à busca pelo conhecimento.
Ao contrário, o trabalho do naturalista, de origem socrática, esforça-se para conduzir a Águia que se acha Galinha, a conhecer-se e a exercer seu lugar no mundo onde vive. Um lugar, muito acima dos terreiros do camponês, no alto, no espaço, alçado por sua capacidade natural de voar.
Entretanto, encoberta pela vida de acéfalo que passa a maior parte de sua existência a segurar minhocas na boca, ela refuta em seguir os ensinamentos do naturalista.
Enfim, a partir de algumas tentativas fracassadas, o educador James Aggrey, finalmente busca no símbolo do Sol, que a milhares de anos, simboliza a luz da verdade, uma forma efetiva de transformação da pobre ave.
O naturalista, a segura firmemente em suas mãos e aponta-a para o Sol. Este gesto faz com que ela contemple a luz inebriante do maior astro de nosso mundo e perceba finalmente o que na verdade é: o símbolo da força, da grandeza e da majestade no mundo animal.
Concluindo, o trabalho do naturalista aponta o caminho que deve tomar o mestre. Caminho este que deve motivar o aprendiz, ao estudo, pesquisa, debate e a reflexão filosófica. Este caminho deve criar uma interface de si com o mundo exterior, proporcionando a busca autêntica pelo conhecimento.
E claro, bem distante de se tornar um camponês em um ambiente que exclua a liberdade de SER e SABER!
quinta-feira, 30 de junho de 2011
FALANDO EM EDUCAÇÃO (4) - Agora à Distância

O Papel dessa escola é a comunicação de conhecimentos universais, com o objetivo do preparo intelectual e moral, de seus alunos, visando posicioná-los na sociedade.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
VIAJAR NO TEMPO: QUESTÃO DE DINHEIRO, NÃO DE FÍSICA.
Conquanto muitos dos elementos mostrados no cinema estão afastados da realidade; especialistas no tema contam com vários argumentos e teorias para realizar a primeira viagem no tempo. Leia mais em: Viajar no tempo: questão de dinheiro, não de física - Metamorfose Digitalhttp://www.mdig.com.br/index.php?itemid=11868#ixzz1NT7jtCPD |
Stephen William Hawking, CH, CBE, FRS, FRSA (Oxford, 8 de janeiro de 1942[1]) é um físico teórico e cosmólogo britânico e um dos mais consagrados cientistas da atualidade. Doutor em cosmologia, foi professor lucasiano de matemática na Universidade de Cambridge (posto que foi ocupado por Isaac Newton)[2]. Depois de atingir a idade limite para o cargo, tornou-se professor lucasiano emérito daquela universidade.[3]
Hawking tem uma distrofia neuromuscular, semelhante à esclerose amiotrófica lateral, cuja condição se agravou ao longo dos anos, e o deixou quase que completamente paralisado.
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quarta-feira, 18 de maio de 2011
O QUE OS MAÇONS ACHAM: O ENSINO SUPERIOR DEVE FORMAR TAMBÉM O CIDADÃO?

Esta pergunta me foi feita por um estudante universitário.
Vale aqui, uma pequena retrospectiva da história da educação no Brasil:
A Escola Nova, [proposta na década de 70] não se contrapôs ao sistema político e econômico praticado no Brasil, e traça seu plano de trabalho na educação, visando os interesses do capitalismo.
Outra característica importante foi e ainda é o papel da escola, enquanto integralizadora do indivíduo na sociedade; apesar de não tentar reformulá-la, mantendo-se o regime capitalista predominante até os dias de hoje.
Desta forma, a Escola Nova, não substituiu a escola tradicional e manteve a essência da pedagogia liberal, que coloca a escola na posição de preparadora dos indivíduos para cumprir papéis sociais, adaptando-se, porém, as regras vigentes na sociedade que não leva em conta a desigualdade de condições e mesmo assim difundi a idéia de igualdade de oportunidades.
Precisamente por isto, prevalecem os diferentes tipos de educação, dividida em ensino público e particular; o primeiro preparando o aluno na educação elementar e o capacitando para o trabalho como característica da pedagogia liberal; e o segundo, o ensino dito “elitizado” com base na educação cultural e que conta com maiores recursos traduzidos em laboratórios, oficinas, professores mais capacitados e ambientes que possibilitem as atividades práticas e em grupo.
Com isto, conseguem potencializar as qualidades individuais de seus alunos, preparando-os para se tornarem empreendedores e novos líderes.
Entretanto, vale repetir: respeitando e se adaptando ao ambiente sócio-econômico predominante na sociedade capitalista.
Acredito que a solução está na diferença entre o aluno e o estudante. Enquanto o primeiro prepara-se para aquilo que lhe tentam ensinar o outro de “olhos abertos” aprende pelo exercício da pesquisa e do estudo, indagação e crítica, e voltar-se-á para a educação e a cultura, de cunho filosófico. Estes sim, os verdadeiros pilares do cidadão que devidamente formado ocupará o seu lugar na sociedade social e política. Exercendo finalmente, todos os direitos e deveres que lhe cabem pela Constituição.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
O QUE A MINHA LOJA ENSINA, É O QUE O NEÓFILO QUER APRENDER ?

Posso reconstituir um retrato crítico, apresentando algumas facetas de cada sessão em câmara de instrução, como pequenas faces regulares de uma pedra lapidada.
Em outras palavras: a pedra a ser trabalhada, é apresentada na figura do neófilo que, deve projetar-se além do templo [profanun].
O mestre como o mediador de Paulo Freire(1), deve personificar-se definitivamente, como aquele que, ao invés de transmitir conteúdos, mobiliza-os com o objetivo não apenas de alcançar o neófilo, mas, de inspirá-lo a se voltar à pesquisa, ao pensamento, ao estudo, ao debate e à reflexão crítica.
Para tanto, deve entender a complexidade do ensino, a partir do entendimento do sistema instrucional e da análise dos elementos que compõem a organização do trabalho pedagógico.
Desta forma, aplicando o conceito e o currículo adequado ao ensino maçônico, refletir acerca do planejamento da leitura das instruções clássicas, dos debates dos complementos e facículos e, finalmente compreender, o conceito pedagógico do sistema histórico filosófico aplicado à maçonaria.
Como fórmula de possibilitar tal emprego ao ensino maçônico, deve o mestre, aplicar a “ignorância socrática”, ao refletir sobre si próprio[nosce te ipsum], na busca de conhecer-se melhor e encontrar motivação para renovar esforços em direção ao estudo e a busca de novos conhecimentos.
Finalmente, o mestre deve cercar-se do pensamento e do trabalho coletivo, contraposto ao individual, e sob a sua liderança - agora renovada e atual - trabalhar incansavelmente para encontrar uma resposta à impiedosa, mas salutar questão:
quarta-feira, 20 de abril de 2011
A EDUCAÇÃO E A RÉGUA DE 24 POLEGADAS


O Planejamento Participativo ou em outras palavras - sua opinião vale muito e vamos construir coletivamente a realidade – remete nitidamente à preparação de um projeto, cujo sucesso, dependerá essencialmente da sua organização.
As palavras de Pat Tillman(1): “Disciplina é a ponte que liga nossos sonhos às nossas realizações”, descrevem claramente o caminho a ser seguido pelo educador.
Ao determinarmos o objetivo a ser alcançado, reunir o material necessário e planejar nossas atividades dividindo as 24 horas de nosso dia,(Ap\M.\) em períodos que favoreçam: o descanso, o trabalho, a pesquisa/estudo, a reflexão filosófica, e outras ocupações necessárias ao bom funcionamento de nosso organismo e do intelecto, certamente nos auxiliará a suportar a longa caminhada que separa o objetivo da meta.
Assim, preparar para vencer, acompanhar os esforços, insistir, motivar, influenciar através da atitude pessoal e profissional, acreditar que há mais potencial do que julgamos existir, permutar o pensamento único pelo coletivo, considerando-se sempre que a sabedoria está em corrigir falhas e não em encontrar o culpado,(M\M\)levará a educação – estudar, pesquisar, debater – ao resultado que tanto se busca: o aprendizado.
Sem a pretensão de resumir, mas com a intenção de melhor explicitar a linha central do texto que é o de entender que para alcançar algum lugar, temos que seguir um planejamento e este deve ser sistemático, posso, por exemplo, iniciar-me a partir destas perguntas:
1. Onde quero ir?
2. Qual o caminho que devo seguir?
3. Quais os materiais que precisarei reunir?
4. Quanta energia estou disposto a empregar nessa excursão?
5. Quanto tempo vou dispor para essa caminhada?
6. E finalmente, a reflexão filosófica: ESTOU PREPARADO?
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(1)Ex-jogador de futebol americano, morto na guerra de 2004 no Afeganistão.
terça-feira, 12 de abril de 2011
INOVAÇÕES E PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO: UMA RELAÇÃO REGULATÓRIA OU EMANCIPATÓRIA?

A visão da autora, apresentando um Projeto Político Pedagógico sob a ótica da inovação emancipatória ou edificante é instigante.
Afinal, criar regras, leis e regulamentos com o objetivo de se propor, ou melhor, de se impor um Projeto de Educação que será julgado a partir dos indicadores de desempenho e avaliação de resultados, deixando, porém, de fora, os professores, alunos e servidores técnico-administrativos, parece desarticulado e distante do sucesso, em função de seu principal eixo que é a "imposição" e o afastamento dos elementos necessários à construção.
Por outro lado, a proposta defendida pela pesquisadora da UNICAMP, Ilma Passos Alencastro Veiga[1], sob o tema:
INOVAÇÕES E PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO: UMA RELAÇÃO REGULATÓRIA OU EMANCIPATÓRIA?
Remete a uma reflexão educacional importante, pois proporciona a união de todos os protagonistas da escola, os professores, alunos e servidores, ao redor do mesmo objetivo: a construção, a inclusão, o diálogo e a cooperação, na busca pela qualidade de ensino assumindo a liberdade e o andar com as próprias pernas. Isto porque, possibilita que todos os envolvidos na educação possam também se subdividir em grupos na execução de projetos menores, no entanto, integrantes do projeto como um todo.
Assim, o PPP na visão Emancipadora, apresenta-se como um projeto que inova sem romper, mostra o novo sem criticar o velho, articula-se ao que já existe e fornece um bom conjunto de instrumentos na busca da qualidade no ensino básico e superior na escola pública, privilegiando o ser, o saber e o agir.
A proposta pode ser lida no site abaixo:
http://www.scielo.br/pdf/ccedes/v23n61/a02v2361.pdf
[1] Doutora em Educação pela unicamp; pesquisadora associada sênior da Faculdade de Educação da UNB; professora visitante da FACED/UFU e pesquisadora do CNPQ.
quarta-feira, 2 de março de 2011
MAÇONARIA E A INTERNET.

Há alguns maçons que se posicionam contra a tecnologia, as informações da internet, os trabalhos rápidos feitos sem muito esforço, a pesquisa via Google.
São maçons à moda antiga. Eles vêm de uma época em que tudo isso era proibido. Havia pouco para se ler e a transmissão do conhecimento ficava restrita ao templo e as instruções clássicas, decifradas pelos mais antigos.
Eles defendem a participação ativa nos trabalhos, aproximando-se dos mestres e, em silêncio, ouvir o que falam, como falam, seus toques, palavras, marchas, enfim, viver intimamente no seio da loja e aprender com o tempo e a maturidade que ele traz.
Ao contrário do que possa parecer, estes são conselhos seguramente sábios. Mas, por outro lado, em pleno século XXI, o século da informação, a tecnologia representada pelo Google, já silueta popular e presente na vida de todos, pode ser de grande valia e uma ferramenta poderosa na pesquisa.
Sabemos que a maçonaria é uma escola do conhecimento, e que o maçom, procura por saberes relacionados à humanidade e ao viver em sociedade. São eles: o senso comum, o religioso, o filosófico, o artístico e o científico. Seu objetivo é o questionamento e a reflexão, em busca do autoconhecimento.
No entanto, as informações encontradas nessas áreas do conhecimento, devido a sua importância vital, necessitam ser fundamentadas. Esta é a única forma de se chegar há um resultado comprovadamente confiável e capaz de conduzir o pesquisador na direção certa.
Portanto, a produção da pesquisa, não pode se concentrar apenas na busca pelo tema desejável, no Google, e simplesmente ser transportado para um texto no já famoso “Ctrl C” e “Crtl V” sem a devida leitura atenta e o estudo minucioso e responsável.
Em outras palavras, na Investigação Científica, defendida pelo filósofo grego Platão.
Isto posto, vale ressaltar que, de nada adiantará colher informações sem critério se o maçom não souber entendê-las, compará-las às instruções clássicas e organizá-las.
Enfim, na construção do conhecimento, a teoria, resultado da especulação, do estudo e da reflexão, deve estar criteriosamente em harmonia com a prática exercida no interior do templo e na vida profissional, familiar e social do mundo fora dele.
O estudo preciso, refletido, debatido e comparado, contribui para a construção individual de cada um e por extensão à construção social de todos.
Concluindo e atendendo a gregos e troianos, não há qualquer mal em se utilizar as ferramentas de pesquisa à disposição na grande rede mundial de informações.
Mas, por outro lado, há um mau incomensurável, naquele que se entrega à preguiça mental e insisti na indolência, e na prática lamentável e por vezes criminosa, do “copiar e colar”.
Esta sim, uma moléstia dos tempos modernos e que deve ser tratada como tal e combatida incansavelmente em todas as áreas do saber.
Afinal, você é um "pensador" ou um "clicador" ?
Imagem fonte: www.google.com.br/imagem
Para conhecer mais, acesse o link abaixo e leia o texto: "Uma panorâmica sobre a Maçonaria e a Internet". É de um Mestre Maçom da RESPEITÁVEL LOJA MESTRE AFFONSO DOMINGUES, jurisdicionada à GRANDE LOJA REGULAR DE PORTUGAL. O texto é bem construído e esclarecedor. Vale a pena e serve de exemplo para a boa função da Internet. Ele em Portugal e nós por aqui.
http://www.rlmad.net/rlmad-main/mmenu-pranchas/410-mac-inter.html

